Pesquisa mostra que vontade do paciente deve prevalecer sobre a da família

Segundo a enquete, testamento vital do paciente deve ser soberano, independente da situação clínica

por Encontro Digital 13/12/2017 12:24

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
(foto: Pixabay)
Apesar de ser um assunto polêmico, acatar a decisão do paciente que está internado num hospital ainda esbarra em questões éticas e jurídicas. Apesar disso, uma pesquisa realizada pela Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp) mostra que 96,4% das pessoas consideram que a vontade do paciente, manifestada na forma de testamento vital, deve prevalecer sobre a vontade dos familiares. A maioria dos entrevistados (86,1%) também defende que a opinião do moribundo deve prevalecer sobre o pontod e vista dos médicos.

A Fehoesp ouviu 716 pessoas, sendo que 70,1% dos que responderam a pesquisa atuam na área da saúde.

Vale dizer que o testamento vital é uma declaração antecipada da vontade da pessoa, um documento redigido por alguém em pleno gozo de suas faculdades mentais, no qual ela informa ou manifesta orientações sobre quais cuidados, tratamentos e procedimentos desejaria ou não se submeter no final de sua vida.

Esse tipo de testamento foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) há cinco anos, mas, como não há uma legislação específica sobre o assunto, no Brasil, médicos e instituições de saúde alegam insegurança jurídica para respeitar a vontade do paciente.

Dos entrevistados, 60,1% defendem que esse testamento precisaria ser registrado em cartório e 85,4% dessas pessoas acreditam que ele deve ter validade em todas as situações, inclusive quando o paciente se encontra em estado vegetativo persistente ou doença degenerativa incurável ou terminal.

A maioria (91,6%) também defende a criação de um banco de dados que reúna todos esses testamentos vitais no país e que fique à disposição dos hospitais e equipes de saúde mediante acesso restrito.

(com Agência Brasil)

Últimas notícias

Comentários