Presidente do Banco Central volta a alertar sobre os riscos das moedas virtuais

Segundo o BC, bitcoin e litecoin, por exemplo, não possuem qualquer garantia e pode deixar o investidor na mão

por Encontro Digital 13/12/2017 13:26

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(foto: Pexels)
Depois das notícias de altas exorbitantes da moeda virtual litecoin – subiu nada menos que 83% em apenas um dia –, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, voltou a alertar os brasileiros sobre o perigo de se investir nesse produto (criptomoedas), especialmente devido ao risco de se tornar uma bolha no mercado financeiro. "Moedas virtuais do jeito que estão, hoje, com essa subida vertiginosa, onde não há lastro, não há ninguém para regular, levam a um perigo tal que o Banco Central emitiu um comunicado alertando para os riscos", comenta Goldfajn em entrevista à imprensa cocnedida nesta quarta, dia 13 de dezembro.

O presidente do BC destaca que as criptomoedas têm atualmente duas funcionalidades, sendo uma delas a de compra para venda futura, momento em que ocorre a alta. "É uma bolha, uma pirâmide", diz o economista. A outra "funcionalidade"  de moedas como bitcoin e litecoin é ser usada como instrumento de atividade ilícita – no tráficod e drogas e sequestro de bens e pessoas, por exemplo. "Usar as moedas virtuais não isenta da pena, da punição", alerta Ilan Goldfajn.

O interesse crescente dos agentes econômicos pelo uso das chamadas moedas virtuais levou o Banco Central a divulgar um comunicado, em novembro, sobre o risco desse tipo de investimento, que, além de não ser emitido, como o dinheiro tradicional, não tem garantia de qualquer autoridade monetária – não existe lastro, ou seja, uam reserva que garanta o pagamento de todas as emissões da moeda.

De acordo com o BC, as moedas virtuais podem também não ter a garantia de conversão para moedas soberanas, como, por exemplo, a libra esterlina, e "tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores. Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor", informa o comunicado do banco.

Bitcoin

A cotação da moeda virtual bitcoin, a mais valiosa e conhecida, atualmente, superou no dia 29 de novembro, pela primeira vez, a barreira de US$ 11 mil (cerca de R$ 33 mil), em meio a temores de que a sua bolha exploda, fazendo com que o seu preço, que multiplicou por 10 em menos de um ano, despenque.

De acordo com a agência espanhola de notícias EFE, um bitcoin estava cotado a US$ 11.186,29  poucas horas depois de ter superado a barreira de US$ 10 mil, uma progressão que disparou os temores de que os investidores estejam superestimando o valor da criptomoeda.

Na ocasião, o vice-governador para a Estabilidade Financeira do Banco da Inglaterra, Jon Cunliffe, ressaltou que uma eventual queda da cotação da bitcoin representaria um risco leve para a economia global, embora possa ser um grande perigo para as pessoas físicas que investiram nela.

(com Agência Brasil)

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