Sabia que são retiradas quase 20 toneladas de lixo todos os dias dos bueiros de Belo Horizonte?

Segundo a Superintendência de Limpeza Urbana, apesar das 26 mil lixeiras, são 400 toneladas de resíduos nos bueiros, todos os anos

por Encontro Digital 24/01/2018 17:30

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pedro Antônio de Oliveira/PBH/Divulgação
(foto: Pedro Antônio de Oliveira/PBH/Divulgação)
Muita gente acha que o ato de jogar um papel de bala ou um toco de cigarro no chão não traz nenhum prejuízo. Na verdade, cada pessoa que joga lixo no chão contribui para um problema enorme da cidade. Na capital mineira existem 26 mil cestos coletores para resíduos leves, ainda assim, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) retira das 60 mil bocas de lobo espalhadas pelo município de 10 a 20 toneladas de lixo, todos os dias. Por mês, são 400 toneladas de resíduos, o que representa cinco mil toneladas por ano.

"É o que todo mundo já sabe, mas precisa praticar de maneira efetiva. A sujeira que vai parar nas galerias pluviais pode aumentar os riscos de alagamentos em períodos chuvosos, já que grandes volumes de água encontrarão obstáculos para o escoamento", adverte Pedro Assis Neto, chefe do departamento de Serviços de Limpeza da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). "Por isso, também pedimos aos comerciantes que atuam em restaurantes e lanchonetes que jamais descartem sobras de comida e gordura nas bocas de lobo, pois atitudes assim poderão agravar a situação", completa.

A PBH lembra também que é preciso ter cuidado com restos de obras e areia que podem cair nos bueiros e causar entopimento. "Esse material pode, facilmente, ser depositado no interior das bocas de lobo, com difícil remoção por parte das equipes", diz Assis Neto.

Pela experiência de vários anos monitorando a limpeza em BH, Denilson Pereira de Freitas, gerente responsável pelas ações na região centro-sul da capital, aponta algumas prováveis causas do avanço do lixo em períodos sazonais. Em geral, as áreas mais afetadas são os pontos comerciais dos bairros. "O aumento da circulação de pessoas nessas áreas, em época de festas e nas férias, reflete-se no acréscimo do consumo de alimentos nas ruas e, por consequência, maior quantidade de embalagens de papel e plástico indo para o chão", observa.

Denilson chama a atenção para o aumento da oferta de panfletos com propaganda de produtos e viagens de início de ano e carnaval, além de anúncios de comida em restaurantes a quilo. "O número significativo de manifestações na Praça Sete, por exemplo, e a presença de outros grupos que se reúnem em áreas públicas do centro da capital poderão igualmente contribuir para o excesso de lixo encontrado nas vias, já que, após os protestos, as equipes de limpeza encontram muita sujeira deixada para trás", esclarece. "Até mesmo o crescente número de cidadãos em busca de emprego no hipercentro pode explicar o aumento de alguns resíduos provenientes de lanches rápidos".

Em todo caso, previne Denilson, o importante é que cada cidadão compreenda que sua ação interfere diretamente na vida do outro. "A cidade que queremos para hoje e para o futuro só será construída com a consciência e a participação de todos", finaliza.

(com portal da PBH)

Últimas notícias

Comentários