Mais de um terço dos brasileiros sentem alguma dor todos os dias

O processo doloroso pode ter várias causas e intensidades; entenda!

por Da redação com assessorias 02/01/2018 13:10

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(foto: Pixabay)
Segundo um estudo feito pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, 37% dos brasileiros convivem com a dor diariamente. Outra pesquisa, feita pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluiu que 50% dos adultos com depressão, analisados na cidade de São Paulo, sofrem com alguma dor crônica.

Aliás, esse problema pode ser considerado agudo ou crônico. No primeiro tipo, a dor melhora quando a causa é tratada – por exemplo, se é provocada por um cálculo renal, cessa após a retirada dele. Já uma dor que permanece por mais de três meses, de forma contínua, pode ser indício de algo mais grave, como no Mal de Parkinson, em que o processo doloroso pode anteceder o tremor.

"Por isso, o diagnóstico do tipo e do padrão da dor tem que ser muito preciso e pede uma investigação em um serviço especializado, que pode envolver mais de um especialista, como fisiatras, neurologistas e anestesistas", comenta o neurocirurgião Kleber Duarte, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo. "Uma dor crônica, em algumas situações, chega a alterar a estrutura do cérebro. Caso seja localizada na lombar, por exemplo, pode afetar áreas que respondem por memória, afetividade, cognição e mobilidade", completa o especialista.

O médico dá algumas dicas para se evitar a dor:

  • Pare de fumar: o tabaco aumenta os fatores inflamatórios do corpo e, por consequência, potencializa as dores

  • Durma bem: o importante é ter um sono reparador. Para isso, apague as luzes diretas (especialmente TVs, celulares e aparelhos semelhantes), mantenha o silêncio no ambiente ou coloque uma música calma. A leitura antes de dormir também ajuda

  • Evite bebidas alcoólicas: o álcool também influencia os processos inflamatórios no corpo

  • Mantenha uma alimentação equilibrada: coma pouco carboidrato e dê preferência aos complexos (alimentos integrais, por exemplo) e evite açúcar e exageros à noite

  • Mantenha-se ativo: a atividade física precisa ser regular, independentemente do tempo que você consiga dedicar por dia e da intensidade

  • Evite a obesidade

"Se a pessoa segue todos esses passos e, ainda assim, tem uma dor que persiste, é preciso investigar", conclui Kleber Duarte.

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