Animais venenosos contribuem para pesquisas científicas em Minas Gerais

Escorpião, abelha e cobra podem causar medo, mas são aliados no tratamento de determinadas doenças

por Encontro Digital 15/01/2018 09:32

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
Apesar de assustador, o escorpião amarelo está ajudando uma pesquisa em Minas, que usa seu veneno no tratamento da hipertensão arterial (foto: Pixabay)
Presença constante nos noticiários, especialmente nesta época do ano, o escorpião amarelo é um animal peçonhento perigoso, que provoca medo em muitas pessoas. Porém, o que nem todos sabem é que este animal também pode contribuir para nossa saúde. Segundo uma pesquisa coordenada pelo pesquisador Thiago Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o veneno do escorpião amarelo pode ajudar a evitar o infarto. "O trabalho começou estudando a propriedade da toxina do veneno para baixar a pressão arterial, evoluiu e, hoje, utilizamos o peptídeo minimizado desta toxina para diminuir a arritmia cardíaca", comenta o cientista.

Além do escorpião, outros animais peçonhentos também têm papel fundamental em pesquisas na área de saúde. Abelhas e serpentes, por exemplo, também contribuem com suas toxinas para o tratamento de algumas enfermidades.

Em estudos realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), uma proteína presente no veneno da cobra surucucu foi introduzida em células de insetos cultivadas em laboratório, para desenvolver uma substância que trata doenças cardiovasculares.

"Após essa fase, a proteína recombinante será isolada e caracterizada, ou seja, testes serão realizados para verificar se a proteína recombinante tem as mesmas funções que a proteína original", pontua a pesquisadora Valéria Alvarenga, da Funed. Como a surucucu corre risco de extinção, não é possível realizar a pesquisa em larga escala.

Outro estudo realizado pela Funed utiliza a apitoxina (presente no veneno da abelha) para desenvolver uma pomada para tratamento da artrite e, assim, diminuir a dor causada pela doença. Segundo os responsáveis por esta pesquisa, o maior desafio foi fracionar a apitoxina para retirar seus componentes alergênicos.

Uma parceria entre a Funed e a Escola de Engenharia Química da UFMG levou à criação de um equipamento que utiliza a fração da apitoxina em escala industrial. Com isto, em breve, será possível lançá-la no mercado.

(com Agência Minas)

Últimas notícias

Comentários