Após crítica de Henrique Meirelles, bancos estudam reduzir os juros do cheque especial

Em 2017, a taxa do cheque especial fechou em quase 296% ao ano

por Encontro Digital 18/01/2018 08:45

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(foto: Pixabay)
Em nota enviada à imprensa na quarta, dia 17 de janeiro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diz que está estudando medidas para reduzir os juros cobrados pelo cheque especial. A entidade informou que estuda ações para melhorar o ambiente de crédito no país e reduzir o chamado "spread bancário", que é a diferença entre os juros que o banco paga para captar dinheiro de investidores e as taxas cobradas dos tomadores de empréstimos e financiamentos.

O comunicado não entra em detalhes. Mas, vale lembrar que, em dezembro passado, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade, os juros do cheque especial estavam em 295,48% ao ano. Desta forma, alguém que contraísse R$ 1 mil de dívida nesta modalidade bancária, passaria a dever R$ 3.295,48 ao final de 12 meses, se não quitasse a operação. Os juros do cheque especial só perdem para os do cartão de crédito, que encerraram 2017 com taxa de 321,63% ao ano.

Também na quinta (17), o presidente da Febraban, Murilo Portugal, participou de uma reunião com Eduardo Guardia, secretário executivo do Ministério da Fazenda. Na saída do encontro, ele não confirmou se a redução de juros do cheque especial foi discutida, mas disse que os dois trataram de medidas tributárias.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em coletiva de imprensa que os juros do cheque especial estão muito elevados. Ele confirmou que o Banco Central (BC) estuda medidas para a redução das taxas, mas negou que exista alguma ação definida.

"Eu acho que é importante a queda de juros no cheque especial, que está muito elevado. Mas não há nenhuma medida específica já definida. O BC está estudando várias coisas", comenta Meirelles na entrevista dada na portaria do ministério.

(com Agência Brasil)

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