Boa notícia: Brasil entra para a elite da matemática no mundo

Nosso país passa a fazer parte do principal grupo da União Matemática Internacional

por Encontro Digital 25/01/2018 16:47

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(foto: Pixabay)
Na quarta, dia 25 de janeiro, o Brasil passou a ter maior visibilidade mundial, e não foi por causa do julgamento do recurso do ex-presidente Lula no TRF4. Trata-se da inclusão de nosso país no grupo das nações mais desenvolvidas na área de Matemática, segundo a União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês). O anúncio foi feito na sede do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro.

Além do Brasil, mais 10 países integram a elite da Matemática em todo o mundo: Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.

A candidatura do Brasil para fazer parte do topo do ranking foi apresentada no ano passado pelo Impa e pela Sociedade Brasileira de Matemática ao organismo que congrega as sociedades matemáticas de países de todo o mundo. Atualmente, 76 nações são membros da IMU, que foi criada em 1920 para promover a cooperação internacional em Matemática.

Os países são divididos em cinco categorias por ordem de excelência na lista criada pela União Matemática Internacional. O Brasil ingressou na IMU em 1954 como membro do Grupo 1. Foi promovido ao Grupo 2 em 1978; ao Grupo 3, em 1981; e ao Grupo 4 em 2005.

Segundo o Impa, em 2006, após ter ingressado no Grupo 4, as publicações científicas do Brasil em Matemática representavam 1,53% da produção matemática mundial (1.043 papers). Uma década depois, a produção chegou a 2,35% (2.076 papers).

Pesquisa

Para Marcelo Viana, diretor do Impa, a promoção ao Grupo 5 representa um reconhecimento da qualidade da pesquisa Matemática feita no país. "Significa que o conjunto dos países reconheceu o Brasil como uma potência mundial na área de pesquisa matemática. É uma conquista coletiva e resultado de uma combinação de fatores e de trabalho de gerações de matemáticos ao longo desses 60 anos", comenta Viana.

O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Elton Santa Fé Zacarias, reconhece que o investimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e produzidos no país) na área científica ainda é baixo, mas afirma que a grande dificuldade para aumentar esse patamar é fazer com que a sociedade e a indústria invistam mais em pesquisa. "O Brasil produz ciência de qualidade. A gente é hoje um dos 20 maiores produtores de pesquisa, de ciência básica e papers no mundo", diz Zacarias.

(com Agência Brasil)

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