Cai número de alunos matriculados no ensino médio em 2017

Segundo o MEC, aumentou a quantidade de estudantes em tempo integral

por Encontro Digital 31/01/2018 17:43

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(foto: Pixabay)
Segundo o Censo Escolar 2017, divulgado nesta quarta, dia 31 de janeiro pelo Ministério da Educação (MEC), o número de alunos matriculados no ensino médio em tempo integral, em todo o Brasil, aumentou 1,5% entre 2016 e 2017. Conforme o levantamento, 7,9% dos estudantes frequentaram essa modalidade de ensino no ano passado, contra 6,4% no ano anterior.

Ampliar o tempo de permanência do aluno nas escolas é um dos objetivos do da chamada reforma do ensino médio, sancionada pelo presidente Michel Temer em fevereiro do ano passado. No dia 17 de janeiro, o governo anunciou a liberação de R$ 406 milhões para o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. O recurso será destinado às 27 unidades da federação ao longo de 2018.

"O ensino médio continua sendo o maior desafio da educação brasileira", diz a ministra interina da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, ao destacar que a Base Nacional Comum do ensino médio será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação em março. "A reforma do ensino médio tem por objetivo torná-lo mais atrativo e mais alinhado com o ensino médio do mundo inteiro", completa.

Queda nas matrículas

Os dados do Censo Escolar mostram ainda que, das 48,6 milhões de matrículas feitas no ano passado em escolas de todo o país, 7,9 milhões foram no ensino médio, contra 8,1 milhões na mesma modalidade em 2016.

De acordo com o MEC, a tendência de queda observada nos últimos anos deve-se tanto a uma redução da entrada proveniente do ensino fundamental (a matrícula do 9º ano caiu 14,2% de 2013 a 2017) quanto à melhoria no fluxo no ensino médio (a taxa de aprovação do ensino médio subiu 2,8% de 2013 a 2017).

Na avaliação da ministra interina, o ensino médio aparece como uma espécie de grande gargalo da educação básica brasileira. "Por isso, a prioridade da agenda do governo foi uma série de ações, como a base comum curricular, que vai melhorar esse quadro. Essas políticas apresentarão resultado mais para a frente, mas são fundamentais para que o aluno não desista do ensino médio", conclui Maria Helena Castro.

(com Agência Brasil)

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