Chineses implantam orelhas cultivadas em laboratório em crianças

Os pequenos sofriam da malformação congênita chamada microtia

por Encontro Digital 31/01/2018 15:18

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Ebiomedicine.com/Reprodução
Cientistas chineses criaram orelhas em laboratório, a partir de cultura de células e de impressão 3D, que foram implantadas em cinco crianças com microtia (foto: Ebiomedicine.com/Reprodução)
Cientistas chineses estão chamando a atenção na internet depois que conseguiram implantar orelhas produzidas pela combinação de células cultivadas em laboratório e impressão 3D. Cinco crianças com idades entre 6 e 10 anos, que nasceram com microtia, uma deformidade congênita na qual o pavilhão auricular (orelha externa) é subdesenvolvido, foram agraciadas com a nova técnica.

A novidade cirúrgica efetuada numa clínica da China faz parte de um artigo científico publicado na revista EBioMedicine no dia 12 de janeiro deste ano.

A microtia é um problema que acomete um em cada cinco mil bebês, segundo o Instituto do Ouvido da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Curiosamente, os hispânicos e os asiáticos são os mais afetados por essa malformação congênita, conforme explicam os cientistas no artigo. Atualmente, o tratamento mais usado para a microtia é a cirurgia reparadora, que usa um implante de plástico em forma de orelha.

No procedimento atual, os pesquisadores chineses usaram condrócitos (células que compõem o tecido cartilaginoso) das próprias crianças com microtia para fazerem a cultura celular, que levou meses para ficar pronta. Depois, quando as estruturas cartilaginosas estavam formadas, foram implantadas nos pequenos. As novas orelhas tiveram como base modelos criados por meio de raios-X e de impressão 3D.

Depois de receberem os implantes, as crianças foram acompanhadas durante alguns meses. Na verdade, uma menina de 6 anos foi avaliada pelos cientistas durante dois anos e meio. "O enxerto da orelha, desenvolvido para cada um dos cinco pacientes, mostrou uma excelente formação da cartilagem in vitro, o que indica que os processos foram viáveis e e podem ser repetidos. Somos capazes de conceber, fabricar e regenerar as orelhas de um doente", afirmam os pesquisadores chineses no artigo científico.

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