Sabia que a cintilografia é essencial para se diagnosticar problemas cardíacos e evitar até um infarto?

Segundo especialista, esse exame é pouco invasivo e ajuda a entender melhor os problemas no coração do paciente

por Da redação com assessorias 05/01/2018 10:19

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Scielo.br/Reprodução
Por meio do exame de cintilografia, o cardiologista consegue verificar se há problemas gerados pelo excesso de gordura e de cálcio no coração (foto: Scielo.br/Reprodução)
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030, as doenças cardiovasculares serão responsáveis por quase 24 milhões de óbitos no mundo. No Brasil, dos 300 mil infartos que acontecem anualmente, 80 mil resultam em morte. As estatísticas são alarmantes e chamam a atenção para a necessidade de rpevenir os problemas no coração. E muita gente fica em dúvida quando o cardiologista pede um exame chamado cintilografia.

Fundamental para avalisar se há placas de gordura e cálcio entupindo as artérias coronárias, a cintilografia pode evitar que os cardiopatas só descubram os problemas após um infarto. "É isso que precisa mudar. Por mais eficientes que sejam os exames que compõem um check-up do coração, em determinados casos as placas que estão obstruindo parcialmente as artérias não são detectadas preventivamente. Porém, podem ser detectadas quando o paciente é submetido à cintilografia de perfusão miocárdica. Este exame utiliza uma substância chamada radioisótopo. Quando injetada numa veia periférica, é captada pelo músculo do coração, gerando uma luminosidade que nos permite detectar lesões isquêmicas. Trata-se de um exame pouco invasivo que pode salvar vidas", explica o médico Lucas Carvalho, da DI Imagem, de Campo Grande (MS).

De acordo com o especialista, exames como a cintilografia têm revolucionado o diagnóstico e o tratamento das doenças do coração, oferecendo, ainda, a vantagem de ser seguro e pouco invasivo para o organismo. "Pacientes pertencentes ao grupo de risco para doenças coronárias se beneficiam muito com esse tipo de exame. Ele permite que o cardiologista defina com mais propriedade a conduta de tratamento a ser adotada. Além de obter uma visão mais ampla da doença, pode ser decisivo em relação à recuperação e à qualidade de vida do paciente", comenta Lucas.

O médico aponta ainda outra vantagem da individualização do tratamento proporcionada pela cintilografia. "Hábitos alimentares e a rotina costumam levar à obesidade, sedentarismo, ansiedade e depressão, que são péssimos para o bom funcionamento do coração. Como são fatores modificáveis, é importante que o paciente possa contar com exames que apontem exatamente as dimensões do problema quando ainda é possível prevenir o agravamento do quadro. Sendo assim, vale a pena discutir com o médico cardiologista os ganhos de se fazer uma cintilografia", afirma o especialista.

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