Câncer do sistema nervoso central é raro, mas atinge milhares de pessoas no Brasil

Esse tipo de problema, normalmente, é originado da metástase de um tumor em outra parte do corpo, especialmente na pele

por Da redação com assessorias 03/01/2018 11:42

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(foto: Pixabay)
Apesar de ser mais raro, é importante ficar atento ao câncer que acomete o sistema nervoso central (SNC). Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), ocorreram no Brasil 5.440 casos novos de câncer do SNC em homens e 4.830 em mulheres em 2016. Esse tipo da doença é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como primário quando tem origem em células do próprio sistema nervoso, e secundário ou metastático quando surge em outros órgãos e se dissemina atingindo o SNC. Pode acometer o encéfalo e as meninges com maior frequência, mas também a medula e os nervos cranianos e espinhais.

"Os tumores secundários são os mais frequentes em adultos e podem ocorrer na evolução de praticamente todos os tipos de câncer. Os mais comuns são aqueles originados no pulmão, na mama e na melanoma [pele]. Já os primários são bem mais raros", explica a neurologista Suzana Maria Fleuri Malheiros, coordenadora do departamento científico de Neuro-Oncologia da Academia Brasileira de Neurologia.

A médica ressalta que, diferentemente do que ocorre em vários tipos de câncer, ainda não se sabe como prevenir os tumores que atingem diretamente o SNC nem diagnosticar precocemente, pois exames que comprovariam o tumor não são feitos de forma rotineira.

"Os fatores de risco para o desenvolvimento de tumores primários do sistema nervoso ainda não são esclarecidos. A exposição à radiação é o único comprovado. Algumas síndromes genéticas familiares raras também estão associadas a esses tumores", informa a especialista.

Os sintomas doença variam dependendo da localização e da velocidade de crescimento do tumor. Dor de cabeça, náuseas, vômitos e crises epilépticas são os mais frequentes. "Dependendo do local, podemos observar também sinais de comprometimento da função da área afetada como, por exemplo, alterações motoras ou de sensibilidade, de visão, de audição, de linguagem, de personalidade, déficits de memória e desorientação", afirma Suzana Malheiros.

Uma forma de identificação desse tipo de câncer se dá por meio da tomografia computadorizada e da ressonância magnética, ambos com utilização de contraste. Mas, o diagnóstico definitivo só pode ser comprovado com a realização da biópsia ou ressecção do tumor.

O tratamento do câncer do SNC compreende duas etapas: medicamentos para melhorar a qualidade de vida do paciente e o cuidado específico visando o controle do tumor, que inclui, habitualmente, cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Apesar da gravidade da doença, a especialista tem uma boa notícia: "O uso de testes para avaliação das alterações genéticas de cada tipo de tumor tem avançado nos últimos anos e tende a se tornar uma peça essencial para a escolha de tratamentos mais específicos no futuro".

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