Cientistas descobrem como o cérebro das fêmeas trabalha o apetite sexual

Uma substância é responsável tanto pela atração quanto pelo comportamento sexual

por João Paulo Martins 31/01/2018 16:45

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(foto: Pixabay)
Os pesquisadores Julie Bakker, da Universidade de Liège, na Bélgica, e Ulrich Boehm, da Universidade Saarland, da Alemanha, conseguiram descobrir a forma como nosso cérebro controla as funções sexuais. O estudo, publicado no dia 26 de janeiro na revista científica Nature Communications, usou fêmeas de rato como modelo e descobriu que um hormônio que atua no cérebro, chamado de kisspeptina, funciona tanto como gatilho para a atração pelo sexo oposto, quanto para o comportamento sexual.

A pesquisa mostra que feromônios secretados pelos machos ativam os neurônios responsáveis pelo controle da substância, transmitindo o sinal de interesse pelo parceiro para outro grupo de células neurais. Ao mesmo tempo, as células responsáveis por liberar óxido nítrico, que funciona como um neurotransmissor, atuam na formação do comportamento sexual.

"O trabalho apresentou novo parâmetro sobre como o cérebro decodifica os sinais externos e como eles são traduzidos para um comportamento do indivíduo. Em muitos animais, o comportamento sexual está programado para acontecer junto com a ovulação, o que garante uma maior chance de fertilização e, assim, a perpetuação da espécie. Até então, pouco se sabia sobre como o cérebro trabalha simultaneamente a ovulação, a atração e o sexo. Agora, nós sabemos que uma simples molécula, a kisspeptina, controla todos esses aspectos, juntamente com diferentes circuitos neurais que trabalham em paralelo", diz Ulrich Boehm, no artigo que acompanha o estudo recém publicado.

Segundo os cientistas, a descoberta abre novas possibilidades de tratamento para pessoas que sofrem de desordem psicossexual e também para as que têm problemas de baixo apetite sexual. "Não existem bons tratamentos disponíveis para mulheres que sofrem de apetite sexual insuficiente. A descoberta de como a kisspeptina controla tanto a atração quanto o desejo sexual abre um leque de novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias mais adequadas", comenta Julie Bakker.

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