Especialista comenta as dietas restritivas que estão na moda

Low carb, livre de glúten e jejum: entenda se estas dietas são arriscadas

por Da redação com assessorias 03/01/2018 14:58

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(foto: Pixabay)
O Verão sempre é associado a corpos esbeltos e à mudança na alimentação. Por isso, muita gente passa a adotar as dietas, especialmente as que estão mais em evidência, com o intuito de se livrar dos "quilinhos extras". O problema é que a restrição alimentar, recomendada por grande parte das dietas, pode gerar consequências negativas para a saúde. Mas, então, como chegar ao peso ideal sem afetar o organismo?

Para falar sobre algumas dietas da moda, conversamos com a nutricionista Mayra Fiuza Silva, do aplicativo Doutor123:

Dieta low carb

Como o próprio nome já diz, low significa baixo em inglês, e carb, vem de carboidrato. A dieta propõe reduzir a quantidade diária de carboidratos ingeridos e prioriza a alimentação baseada em vegetais e legumes, frutas com baixo teor de açúcar, oleaginosas e alimentos ricos em proteínas como carnes magras, leites desnatados e queijos brancos.

A proposta é reduzir o nível de insulina na corrente sanguínea, uma vez que as células se obrigam a liberar a gordura estocada para suprir a necessidade de energia, o que resulta na perda de peso logo nos primeiros dias. "Com resultados rápidos, os adeptos tendem a ficar empolgados e optam por abolir definitivamente o carboidrato, o que não é recomendado. O ideal é adequar o consumo desse grupo alimentício e escolher boas fontes do nutriente. A low carb proporciona uma maior saciedade e os picos de fome são reduzidos", comenta a nutricionista.

Glúten free

É sabido que o glúten é uma proteína presente naturalmente em diversos cereais, como cevada, trigo e centeio. Atualmente, cerca de 1% da população mundial possui a doença celíaca, ou seja, quando o glúten não é bem aceito pelo intestino e gera diversas reações como diarreia, gases e inchaço. Com a popularidade do assunto, muitas pessoas que não têm restrição à proteína decidiram bani-la com o intuito de emagrecer.

"É preciso ter atenção e cautela, pois, quando retiramos indiscriminadamente algo da nossa alimentação sem que tenhamos algum problema de saúde que justifique isso, podemos induzir nosso organismo a desenvolver patologias associadas à essa remoção", alerta Mayra Silva. O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul) emitiu até um parecer técnico discorrendo sobre a restrição do consumo de glúten como medida terapêutica.

Jejum intermitente

Como o próprio nome já diz, é um tipo de jejum que inicia e recomeça por intervalos, que são definidos de acordo com a necessidade e disponibilidade de cada pessoa. Os protocolos mais comuns da prática são o jejum de 12 horas, 16 horas ou 18 horas. O objetivo é fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura existentes, o que resultaria na perda de massa gorda. Apesar de simples, a estratégia exige cuidado, pois, para iniciá-la, o indivíduo já deve fazer refeições saudáveis e balanceadas ou o processo ficará muito mais complicado e de fácil desistência.

"Como qualquer outra mudança brusca na alimentação, o jejum intermitente também exige acompanhamento médico e não pode ser feito por qualquer pessoa. A dieta não é aconselhada para crianças, gestantes e idosos. Lembre-se de sempre procurar um especialista antes de iniciar qualquer tipo de dieta, por mais simples que pareça", diz a especialista.

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