Ministério da Saúde garante que há vacina para imunizar toda a população contra a febre amarela

Ainda assim, a prioridade é vacinar as pessoas que vivem em áreas consideradas de risco

por Encontro Digital 26/01/2018 08:01

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Manuella Brandolff/Fotos Públicas/Divulgação
(foto: Manuella Brandolff/Fotos Públicas/Divulgação)
Durante evento de lançamento de uma fábrica de vacinas na cidade de São Paulo, na quinta, dia 25 de janeiro, o ministro da Saúde Ricardo Barros reafirmou que o Brasil tem estoque suficiente da vacina contra a febre amarela para imunizar, com doses fracionadas, todos os brasileiros ainda não foram imunizados. No entanto, o ministério manterá a estratégia de imunizar apenas a população das áreas afetadas pela doença.

Apesar de iniciada a produção das vacinas na fábrica da Libbs Farmacêutica, que trabalha em parceria com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz, o ministério aguarda aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a comercialização do produto. A nova linha de produção deverá aumentar em 100% o fornecimento da vacina para o governo.

"Há doses fracionadas para todos os brasileiros e há capacidade do governo de imunizar todos os brasileiros se for necessário. Nós faremos a vacinação nas áreas onde a população tem risco de pegar a febre amarela. Nas áreas em que não há risco, nós não colocaremos a população em risco vacinando porque há reação à vacina, e algumas mortes ocorrem por reação à vacinação", comenta Ricardo Barros.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, a adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de casos de morte de macacos e surto de febre amarela silvestre, com risco de expansão da doença em grandes cidades. De acordo com a pasta, a dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose-padrão, porém por um período menor, de oito anos – que é o tempo em que se pesquisou o "prazo" de imunização da dose menor.

Balanço

O Ministério da Saúde atualizou os dados sobre a febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho de 2017 a 23 de janeiro de 2018), foram confirmados 130 casos, e 53 óbitos. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período. Segundo a pasta, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 381 casos confirmados e 127 óbitos confirmados.

(com Agência Brasil)

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