Fernando Haddad reafirma que não é um plano B do PT para concorrer à presidência

O ex-prefeito de São Paulo diz que Lula continua sendo o candidato do partido nas Eleições de 2018

por Encontro Digital 26/01/2018 16:18

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Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação
Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, fala que não é um plano B do PT nas Eleições de 2018: "É um desejo genuíno de todos nós que ele [Lula] possa disputar as eleições" (foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação)
Em entrevista para a rádio CBN nesta sexta, dia 26 de janeiro, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad fez questão de afirmar que não é o plano B do Partido dos Trabalhadores (PT) para concorrer à presidência da república, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possa disputar as Eleições de 2018.

Haddad reforça que o partido não está discutindo internamente um novo nome para representar os petistas no pleito de outubro deste ano. Segundo ele, o foco é ter Lula candidato, apesar da condenação confirmada pelo julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS), na quarta, dia 24 de janeiro.

"O PT não trabalha com essa ideia [da candidatura de Haddad], não trabalha com plano B. Isso já foi reafirmado por todos os dirigentes partidários. Ninguém se coloca como candidato, não só por respeito ao presidente Lula, mas porque é um desejo genuíno de todos nós que ele possa disputar as eleições", comenta Fernando Haddad, que também foi ministro da Educação do governo Lula, em 2005.

Embora caiba recurso à decisão dos desembargadores do TRF4, a defesa do ex-presidente deve buscar a queda da condenação nas esferas superiores, a começar pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), podendo chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a expectativa da defesa de Lula é conseguir um habeas corpus contra a prisão do petista no STF, o que seria possível após análise final de todos os recursos na corte de Porto Alegre.

Enquanto a defesa trabalha no judiciário, a cúpula do PT garante que continuará com a premissa de que Lula poderá ser o candidato do partido no pleito presidencial. De acordo com Haddad, nem ele ou o ex-governador baiano Jacques Wagner estão sendo cogitados para assumir o projeto presidencial da legenda.

"Eu não estou omitindo nenhuma informação. Efetivamente, nunca ouvi rumor de discussão interna do partido sobre um plano B, ou um plano C. Nunca participei de reunião, nem nunca soube de uma reunião nesse sentido", pondera o ex-prefeito de São Paulo, que chegou a ser especulado para concorrer a postos no Senado ou no governo paulista.

O registro oficial das candidaturas começa em agosto e, para os petistas, a meta é que Lula seja registrado e tenha autorização para concorrer. Contudo, especialistas afirmam que, como já foi condenado em segunda instância, ele está inviabilizado por conta da Lei da Ficha Limpa.

A esperança do PT é que o STF retome ainda neste primeiro semestre a discussão sobre a legalidade de prisão de condenados em segunda instância. O entendimento, adotado em 2015 pela própria corte, está sendo questionado em pelo menos duas ações e, em razão do placar apertado à época da primeira análise (6 votos a 5), existe a expectativa de que os ministros possam alterar o entendimento, que só permitia a prisão e condenação final após o trânsito em julgado (quando não cabem mais recursos).

(com Agência Sputnik)

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