Afinal, o Inhotim está fechado por causa da febre amarela?

Saiba a verdade por trás do boato que surgiu no início de 2018 devido aos casos de febre amarela em Brumadinho

por Marcelo Fraga 10/01/2018 08:22

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Instituto Inhotim/Divulgação
Apesar dos boatos, o museu Inhotim não está fechado devido aos casos de febre amarela registrados na cidade de Brumadinho, que fica a 60 km de Belo Horizonte (foto: Instituto Inhotim/Divulgação)
Apesar de um boato que surgiu nos últimos dias, o parque e museu de arte contemporânea Inhotim, localizado no município de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, não está fechado para visitas por conta dos casos de febre amarela registrados na cidade, que fica a 60 km da capital mineira. No início de janeiro, duas pessoas foram diagnosticadas com a doença em Brumadinho, e uma delas morreu em decorrência do problema.

A assessoria de imprensa do Instituto Inhotim confirmou à reportagem da Encontro que as visitações não serão suspensas e que a organização do parque está distribuindo repelentes para os visitantes para diminuir as chances de contágio. Ainda de acordo com o museu-parque, nenhum caso foi registrado nas dependências do instituto e nenhum mosquito transmissor da febre amarela foi identificado no museu pela equipe de zoonoses da cidade de Brumadinho. Além disso, o Inhotim informa que está tomando "todas as medidas preventivas desde meados do ano passado".

O museu de arte contemporânea permanece aberto, mas o mesmo não acontece em outros pontos turísticos de Minas Gerais. O parque estadual da Serra do Rola-Moça, também em Brumadinho, suspendeu suas atividades por determinação da secretaria de estado da Saúde (SES). A medidad preventiva também foi tomada em relação ao Parque das Mangabeiras e ao Parque da Serra do Curral, ambos localizados em Belo Horizonte. Na região destes parques, foram encontrados três saguis mortos, que sucumbiram em decorrência da febre amarela. Eles foram achados nas imediações das áreas de preservação no final do ano passado.

Ações preventivas

Na sexta-feira, dia 5 de janeiro, uma reunião no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, definiu ações para o combate à febre amarela em Minas. Participaram da conversa, o governador do estado, Fernando Pimentel (PT), além do secretário de estado da Saúde, Sávio Souza Cruz, e outros representantes do executivo estadual.

Na reunião, foram definidos os horários de vacinação domiciliar e a ampliação das equipes de saúde que trabalham na zona rural de Brumadinho. As campanhas educativas sobre a necessidade de vacinação também serão intensificadas no estado. Além disso, foi anunciado, durante a reunião, que o governo de Minas solicitou ao governo federal o repasse de recursos financeiros para combater a febre amarela, incluindo recursos para aquisição de um novo estoque da vacina contra a doença. Atualmente, nosso estado possui um estoque de 400 mil doses, e foi encomendado o envio de uma nova remessa de um milhão de vacinas, de acordo com o informações do site da SES.

Epidemia

O número de ocorrências da febre amarela em Minas Gerais aumentou quase 1.000 % em apenas um ano, saltando de 40, em 2016, para 435 em 2017. Os dados da SES mostram, portanto, que houve uma epidemia no estado.

Vacinação

Até dezembro de 2017, segundo a secretaria de Saúde, mais de 80% da população já haviam sido vacinados em Minas Gerais. A SES ressalta que a vacina é a medida de prevenção mais importante contra a febre amarela e que moradores de todas as regiões do estado devem procurar a imunização.

Vale a pena lembrar que, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o governo federal freconeda que, aqueles que já se imunizaram contra a doença, em algum momento da vida, não pecisam tomar novamente a vacina. Além disso, a aplicação de meia dose, que vem sendo uma prática recorrente, desde 2017, em diversos estados, possui a mesma eficácia da tradicional – a diferença apenas é que sua 'validade' é de nove anos, quando se precisa tomar outra dose.

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