Saiba mais sobre a leishmaniose cutânea, que afeta a ex-atleta Maurren Maggi

A doença, comum nos países tropicais, é transmitida pela picada do mosquito-palha

por Encontro Digital 04/01/2018 11:47

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Marcelo Ferrelli/CBAt/Divulgação
Depois de participar do reality show Exathlon Brasil, da Band, gravado na República Dominicana, a ex-atleta e campeã olímpica Maurren Maggi descobriu que está com leishmaniose (foto: Marcelo Ferrelli/CBAt/Divulgação )
Depois de participar do reality show Exathlon Brasil, exibido pela TV Bandeirantes em 2017 e gravado na República Dominicana, a ex-atleta brasileira Maurren Maggi, que conquistou a medalha de ouro em salto em distância nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, na China, foi diagnosticada com leishmaniose cutânea ou tegumentar. Em vídeo divulgado em sua conta oficial no Instagram, ela aproveitou para acalmar os fãs. "Estou tomando antibiótico. Alguns resultados saem só dia 10 [ de janeiro]. A leishmaniose a gente não sabe o grau dela. Mas estou descansando [..] Vou fazer uam biópsia, e assim que tiver resultado, vou passar para vocês", afirma Maurren.

Segundo o portal do famoso médico brasileiro Drauzio Varella, existem duas formas de leishmaniose: a tegumentar, ou cutânea, e a visceral. "A tegumentar é uma doença infecciosa, não contagiosa, transmitida por diversas espécies de protozoários do gênero Leishmania, que acometem o homem e provocam úlceras na pele e nas mucosas das vias aéreas superiores", informa o especialista.

O protozoário causador da doença é transmitido pela picada do mosquito-palha infectado. Normalmente, roedores, marsupiais silvestres e animais domésticos podem servir de reservatório para o parasita.

Conforme Drauzio Varella, os sintomas da leishmaniose tegumentar variam segundo o tipo de parasita e as condições imunológicas da pessoa. "O primeiro sinal da  forma cutânea costuma ser uma única ou várias lesões, quase sempre indolores na pele. Inicialmente, são feridas pequenas, com fundo granuloso e purulento, bordas avermelhadas, que vão aumentando de tamanho e demoram para cicatrizar", diz o médico.

Existe ainda uma forma mais grave da doença, que é chamada de mucocutânea, transmitida pelo Leishmania braziliensis e causa feridas que, com o tempo, podem podem destruir a cartilagem do nariz e do palato, provocando deformações sérias.

Como no caso da ex-atleta Maurren Maggi, a biópsia é um das principais formas de dignóstico da leishmaniose tegumentar. Normalmente, de acordo com Drauzio Varella, o tratamento é feito por meio de medicamentos específicos que estão disponíveis também no SUS.

O especialista cita algumas dicas para prevenir a transmissão da doença:

  • Usar repelentes de insetos em áreas de risco

  • Evitar a exposição nos horários em que os mosquitos estão mais ativos, ou seja, ao amanhecer e no final da tarde

  • Colocar mosquiteiros ao redor das camas, e telas na portas e janelas

  • Conservar os quintais e terrenos baldios limpos para evitar os criadouros de insetos

  • Cuidar da saúde do cachorro, que é a principal vítima da leishmaniose visceral e que pode ajudar o mosquito a transmitir a doença

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