Vai viajar para o exterior? Dose fracionada da vacina da febre amarela não é válida

Anvisa exige dose padrão da vacina para emitir o certificado internacional

por Encontro Digital 12/01/2018 17:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Eduardo Saraiva/A2img/Fotos Públicas/Divulgação
(foto: Eduardo Saraiva/A2img/Fotos Públicas/Divulgação)
Apesar de ter sua eficácia comprovada, ao menos por nove anos, a dose fracionada da vacina contra a febre amarela não é indicada para quem vai viajar e precisa do certificado internacional de vacinação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige a vacina padrão, mesmo que tenha tomado a dose fracionada, para que seja emitido o certificado.

De acordo com a Anvisa, os viajantes internacionais fazem parte do grupo de pessoas não indicadas para receber a vacina fracionada – gestantes, crianças de nove meses a menores de dois anos e indivíduos com condições clínicas especiais (portadores de HIV/Aids, pacientes ao final do tratamento de quimioterapia e aqueles com doenças hematológicas, entre outras).

A campanha de vacinação contra febre amarela com doses fracionadas foi lançada novamente pelo Ministério da Saúde e tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal do país, especialmente nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia.

Os moradores das cidades que foram incluídas na nova campanha, caso recebam a dose fracionada, mas decidam viajar a um país que exija o certificado internacional de vacina contra a febre amarela, precisam tomar a dose padrão, segundo a agência.

A Anvisa alerta ainda que não será emitido, "em hipótese alguma", o certificado internacional a quem apresentar o comprovante de vacinação fracionada. É preciso tomar a dose padrão, em qualquer unidade de saúde. No entanto, é necessário apresentar um comprovante da viagem, por exemplo, o bilhete da passagem.

"A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde [OMS] quando há aumento de epizootias [quando uma enfermidade contagiosa ataca um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região] e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente", diz o Ministério da Saúde.

(com Agência Brasil)

Últimas notícias

Comentários