Morar perto de grandes avenidas faz mal para o coração

A poluição liberada pelos carros pode causar problemas para o sistema cardiovascular

por Da redação com assessorias 24/01/2018 14:54

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(foto: Pixabay)
Pessoas que vivem perto de grandes avenidas nos centros urbanos podem ter risco aumentado para problemas cardíacos. Esta é a conclusão de um estudo publicado pelo jornal da Associação Americana do Coração. Foram investigadas 2.112 pessoas que já passaram por cateterismo cardíaco e, atualmente, vivem a uma distância de cerca de 960 m de grandes rodovias no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. A conclusão foi que a exposição aos poluentes produzidos pelos carros está associada à ocorrência de problemas na artéria periférica e ao aumento da pressão arterial tanto em pacientes cardiopatas, e também entre aqueles que têm alto risco de desenvolver novas cardiopatias.

"A inalação de poluentes potencializa não só a ocorrência de doenças respiratórias, mas também os riscos para o coração. Hipertensos e idosos são sempre os mais afetados", comenta o cardiologista Abrão Cury, do Hospital do Coração, de São Paulo.

Segundo o médico, a poluição que sai dos carros contribui com o aumento da quantidade de poluentes como monóxido de carbono, dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio que acabam sendo absorvidos pela respiração. "Tanto que, em períodos de maior concentração de poluentes no ar, como no Inverno, triplica o atendimento de pacientes com hipertensão. Isso porque, ao inalarmos todos esses poluentes, sofremos uma elevação significativa na pressão arterial. Vale lembrar que, além de aumentar a propensão a derrames e infartos do miocárdio, entre pessoas cardiopatas ou com tendência a cardiopatias, esse tipo de problema ocasiona também o aumento de coágulos no sangue, tromboses, aumento na propensão a arritmias cardíacas, vasoconstricção aguda das artérias, reações inflamatórias em diferentes partes do corpo, além do desenvolvimento de aterosclerose crônica", alerta Abrão Cury.

O especialista lembra ainda que os gases poluentes também podem alterar o endotélio das artérias – que é a camada de revestimento interno dos vasos –, o que afeta ainda mais a saúde cardíaca. "Já é possível associar as substâncias liberadas pelo escapamento dos automóveis com o aumento dos casos de hipertensão arterial registrados no Brasil. Vale lembrar que a doença já afeta de 30% a 35% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de infartos e AVCs no país. Portanto, é recomendável que indivíduos com cardiopatias ou com tendência a cardiopatias procurarem orientação médica, caso residam nas proximidades de vias mais movimentadas", afirma o cardiologista.

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