OMS volta a alertar os países sobre a resistência bacteriana aos antibióticos

A agência de saúde da ONU lançou um sistema para monitorar o fortalecimento das bactérias

por Encontro Digital 30/01/2018 14:11

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(foto: Pixabay)
Em comunicado enviado à imprensa na segunda, dia 29 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a chamara a atenção dos países para a resistência bacteriana aos antibióticos mais usados para combater infecções. Os microrganismos mais comuns, causadores de doenças, que fazem parte da lista de superbactérias são: a Escherichia coli, que afeta o trato urinário; a Klebsiella pneumoniae, a Staphylococcus aureus e a Streptococcus pneumoniae, que causam pneumonia; e a salmonella, que causa infecção gastrointestinal.

A OMS lançou no final de janeiro o Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos, visando "padronizar a coleta de dados dos países para dar uma imagem mais completa dos padrões e tendências" referentes ao assunto. Segundo a agência da ONU, o sistema não inclui dados sobre a resistência da bactéria que provoca a tuberculose, a Mycobacterium tuberculosis, porque o relatório global sobre a doença já inclui essas atualizações desde 1994.

Um estudo da OMS analisou pacientes com suspeita de infeção sanguínea em diversos países, onde as bactérias resistentes a pelo menos um dos antibióticos variou de zero a 82%. A agência revelou ainda que a resistência à penicilina, usada há décadas para tratar a pneumonia, variou de zero a 5% entre os países que reportaram a situação preocupante. E uma proporção entre 8% a 65% de infectados pela bactéria E. Coli apresentou resistência ao antibiótico ciprofloxacina que trata a infecção.

Conforme a agência vinculada à ONU, Brasil e Moçambique sãos os únicos países de língua portuguesa incluídos no Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana da OMS, que envolve 25 países de alta renda, 20 de renda média e sete de baixa renda. Timor-Leste ainda está avialiando a adoção das regras do sistema de vigilância nacional. A OMS disse apoiar os países a criarem esses guias para que haja dados confiáveis e significativos sobre a situação da resistência bacteriana.

(com Agência Brasil e ONU News)

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