Papa Francisco compara 'fake news' à serpente do paraíso

Para o pontífice, as notícias falsas enganariam as pessoas como o diabo enganou Adão e Eva

por Encontro Digital 26/01/2018 11:20

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
José Miguel Gómez /Conferencia Episcopal Colombiana/Divulgação
(foto: José Miguel Gómez /Conferencia Episcopal Colombiana/Divulgação)
Em mensagem enviada aos jornalistas de todo o mundo, como comemoração do Dia Mundial das Comunicações, instituído em maio de 1967 pelo papa Paulo VI, o papa Francisco condenou as chamadas "fake news' ("notícias falsas"), muito comuns na internet e que vêm sendo alvo da investigação de vários governos. Para o sumo pontífice, esse conteúdo é "um trabalho do diabo".

Comentando o fenômeno das "fake news", o chefe da Igreja Católica alerta que disfarçar as informações inverídicas como notícias legítimas é um "trabalho do diabo". Ele sugere que as "notícias falsas" teriam se originado com a serpente que induziu Adão e Eva a cometerem o pecado original, como consta na Bíblia. Os dois personagens bíblicos são enganados pelo demônio e levados a comer o fruto proibido no Jardim do Éden.

"Esta é a estratégia usada pela 'serpente astuta', mencionada no Livro do Gênesis, que, no início da humanidade, tornou-se o autor da primeira 'notícia falsa'", comenta o para Francisco.

Apesar de polêmico, o tema "fake news" ainda é considerado controverso. Um estudo recente do instituto de pesquisa Gallup e da fundação Knight, ligada ao jornalismo nos Estados Unidos, que ouviu 19 mil americanos, descobriu que 66% das pessoas não pensam que a mídia faz um trabalho bom o suficiente ao tentar separar fato de opinião.

"O resultado desta lógica de desinformação é que, em vez de se ter uma comparação saudável com outras fontes de informação, que poderia colocar os preconceitos em questionamento e, assim, abrir um diálogo construtivo, corremos o risco de nos tornarmos involuntários na divulgação de opiniões tendenciosas e infundadas", acrescenta o pontífice.

Francisco aproveita para elogiar as iniciativas voltadas para a educação de cidadãos, especialmente os internauats, "para não serem divulgadores de informações falsas online". "Gostaria, portanto, de fazer um convite para promover o jornalismo da paz […] Um jornalismo sem pretensões, hostil a falsidades, slogans e declarações bombásticas; um jornalismo formado por pessoas, para pessoas", completa o líder religioso.

(com Agência Sputnik)

Últimas notícias

Comentários