Cientista brasileiro descobre remédio que impede ação do zika vírus no feto

A substância é conhecida como cloroquina e protege o embrião de problemas gerados pela doença, incluindo microcefalia

por Da redação com assessorias 11/01/2018 14:45

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(foto: Pixabay)
Depois de causar um surto no Brasil em 2015, o zika vírus ainda asusta, especialmente as mulheres grávidas. A presença do vírus no corpo está ligada ao aparecimento de deformidades neurológicas nos bebês, como a microcefalia.

Em estudo inédito coordenado pelo biólogo molecular brasileiro Alysson R. Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, da startup Tismoo, descobriu um medicamento que fornece proteção contra a zika, bloqueando a entrada do vírus.

Usando "mini-cérebros humanos", desenvolvidos por meio de células-tronco, os pesquisadores descobriram que a droga chamada cloroquina consegue inibir a entrada do zika nos cérebros de fetos. vale lembrar que a substância não é novidade. Na década de 1950, a cloroquina foi importante para combater a malária. Inclusive, na época, o governo brasileiro autorizou o uso do medicamento misturado ao sal de cozinha para poder erradicar o surto da doença no país – ação que ficou conhecida como Método de Pinotti.

No caso do zika vírus, a droga, além de se mostrar eficaz nos mini-cérebros, também teve um resultado positivo nos testes com animais. "Testamos em modelos animais que tomaram a cloroquina antes de serem expostos ao vírus. Aqueles que não tomaram o medicamento, foram infectados. Já os outros, passaram ilesos pelo zika", esclarece o biólogo molecular brasileiro.

Além dessa ação, a substância também conseguiu reduzir o nível do vírus nos animais normais, inclusive diminuindo a frequência de filhos com defeitos neurais gerados por casais infectados. "Com essa conclusão, minha proposição é considerar o Método de Pinotti em áreas afetadas pela zika, em uma tentativa de bloquear uma eventual segunda onda da epidemia", afirma o cientista. Ele lembra que o próximo passo é fazer testes em humanos.

De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, no Brasil, até dezembro de 2016, foram registrados 214.193 casos de pessoas infectadas com a doença, representando uma incidência de 104,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Já de janeiro a novembro de 2017 esse índice diminuiu, passando para 8,2 casos por 100 mil habitantes. Apesar da redução dos números, o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no final do ano, mostra ainda que 1,1 mil municípios brasileiros estão em "estado de alerta" e outras 357 cidades apresentam situação de risco de surto do zika vírus.

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