Rocha espacial encontrada na Terra não é do nosso Sistema Solar

Estudo comprova que a hypatia descoberta na Líbia em 1996 é anterior à formação da Terra e do Sol

11/01/2018 09:28

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Mario di Martino/Inaf/Osservatorio Astrofysico di Torino/Divulgação
Cientistas descobriram que a composição química da hypatia, rocha espacial descoberta na Líbia em 1996, não condiz com nenhuma pedra existente na Terra ou no Sistema Solar (foto: Mario di Martino/Inaf/Osservatorio Astrofysico di Torino/Divulgação)
Apesar da rocha espacial conhecida como hypatia – nome dado em homenagem a uma filósofa e matemática grega –, ter sido descoberta em 1996, no deserto da Líbia, na África, apenas agora um estudo foi publicado sobre ela. O resultado surpreendeu a todos: sua composição química não condiz com pedras existentes na Terra e nem com as que existem em qualquer parte do nosso Sistema Solar.

A pesquisa, publicada na quarta, dia 10 de janeiro, na revista científica Geochimica et Cosmochimica Acta, mostra que a hypatia não possui um mineral conhecido como silicato, que geralmente é encontrado em objetos espaciais que se movem dentro do Sistema Solar.

Desde 2013, pesquisadores da Universidade de Johannesburgo, na África do Sul, vêm analsiando a curiosa rocha proveniente do espaço. "Nos meteoritos do tipo condrito, observa-se uma pequena quantidade de carbono e considerável quantidade de silício. Mas, a hypatia tem uma enorme quantidade de carbono e uma quantidade excepcionalmente pequena de silício", esclarece o cientista Jan Kramers, principal autor do estudo. Ele lembra ainda que a pedra deve ter se formado em um ambiente frio.

A análise comprovou que o carbono presente na hypatia está na forma de hidrocarbonetos policíclicos, que correspondem aos encontrados nas tradicionais poeiras espaciais. Porém, esse tipo de material não existe em nosso Sistema Solar. Com isso, os cientistas passaram a ter uma nova perspectiva em relação à formação do Universo, especialmente no que diz respeito à "vizinhança" da Terra.

(com Agência Sputnik)

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