Para agência de risco Standard & Poor's, Brasil continua um mau pagador

A nota do nosso país foi rebaixada mais uma vez pela S&P

por Encontro Digital 12/01/2018 09:32

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(foto: Pixabay)
A três posições do nível que favorece os investimentos, o Brasil continua sendo considerado mau pagador pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), que acaba de rebaixar a nota do nosso país. A redução de BB para BB- foi divulgada pela S&P na noite de quinta, dia 11 de janeiro.

Apesar disso, a perspectiva do país é considerada estável, o que significa que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota. Para quem não sabe, o grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.

Em comunicado, a S&P informa que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. "Apesar de vários avanços da administração [Michel] Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento", justifica a agência em nota enviada à imprensa.

Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento. As outras duas principais agências de classificação de risco, Fitch e Moody's ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento.

No fim de dezembro, o ministro Henrique Meirelles fez uma teleconferência com as três principais agências de classificação de risco. Ele tinha pedido que a S&P, a Fitch e a Moody's aguardassem a votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro, antes de tomarem qualquer decisão sobre a nota do Brasil.

Em comunicado divulgada ainda na noite de quinta (11), o Ministério da Fazenda diz que o governo continua comprometido com as medidas de ajuste fiscal e com a reforma da Previdência. "O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo", destaca o texto.

(com Agência Brasil)

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