Mais uma vez a tabela do IRPF não será reajustada

Receita Federal mantém patamar de isenção para quem ganha até R$ 1.903,98

por Encontro Digital 11/01/2018 17:29

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
(foto: Pixabay)
O ano de 2018 começa com uma notícia ruim para os contribuintes brasileiros: mais uma vez a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) não terá reajuste. É o terceiro ano consecutivo que os valores se mantêm, ou seja, para a Receita Federal, este ano, a faixa de isenção continuará em vigor apenas para quem recebe até R$ 1.903,98. A informação foi divulgada pelo próprio Fisco nesta quinta, dia 11 de janeiro.

De acordo com cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Nacional (Sindifisco Nacional), se a correção pela inflação oficial, ou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tivesse sido aplicada todos os anos, a defasagem acumulada da tabela do IRPF entre 1996 e 2017 teria chegado a 88,4%.

Ainda segundo o Sindifisco Nacional, se toda a defasagem tivesse sido reposta, a faixa de isenção para o Imposto de Renda seria aplicada para quem ganha até R$ 3.556,56. O desconto por dependente subiria de R$ 2.275,08 para R$ 4.286,28 por ano. O valor deduzido com gastos de educação chegaria a R$ 6.709,90, contra R$ 3.561,50 atualmente.

Em nota enviada à imprensa, o Sindifisco Nacional informa que a defasagem de quase 90% da tabela do IRPF achata a renda do trabalhador. "Se a faixa de isenção atual chega aos contribuintes que ganham até R$ 1.903,98, corrigida, livraria todo assalariado que ganha até R$ 3.556,56 de reter imposto na fonte. Representa dizer que essa diferença de R$ 1.652,58 pune as camadas de mais baixa renda. Importante lembrar que a tabela do IRPF não é reajustada desde 2016 [ano-base 2015]", destaca a entidade.

Para o sindicato, o achatamento só não foi maior porque o IPCA de 2017 ficou em 2,95%, um dos valores mais baixos em 20 anos.

A Receita informou à Agência Brasil que não comentará os cálculos do Sindifisco Nacional.

(com Agência Brasil)

Últimas notícias

Comentários