Comandante do Exército diz que volta da Ditadura no Brasil seria um retrocesso

Segundo general Eduardo Villas Bôas, pedido de intervenção militar é reflexo da crise política

por Encontro Digital 23/01/2018 16:15

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Marcelo Camargo/Agência  Brasil/Divulgação
General Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro: " Intervenção militar seria um enorme retrocesso" (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
Durante participação em seminário realizado no Rio de Janeiro, nesta terça, dia 23 de janeiro, o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirma que a existência de setores da sociedade que pedem a intervenção militar (volta da Ditadura) no Brasil sinaliza a gravidade dos problemas que o país enfrenta.

"Isso, na minha opinião, é um termômetro da gravidade do problema que estamos vivendo no país. Intervenção militar seria um enorme retrocesso", comenta Villas Bôas. O general cita uma pesquisa de opinião que apontava o apoio de mais 40% da população à ideia de intervenção e comenta que tal adesão, por outro lado, reflete a confiança desses setores da população nas Forças Armadas.

"Interpreto também aí uma identificação da sociedade com os valores que as Forças Armadas expressam, manifestam e representam", acrescenta. De acordo com o general, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica são também "guardiões da identidade nacional", que ele considera estar em um caminho de fragmentação.

Villas Bôas destaca que o tema defesa não teve relevância nas últimas campanhas políticas. Para tentar inverter esse cenário, o general disse que o Exército tem dialogado com candidatos à presidência da república. "Estamos fazendo contato com os candidatos mais ou menos consolidados, e oferecendo consultoria e ajuda para que trabalhem nesse sentido".

Na visão do comandante do Exército, existe no país uma percepção de que a soberania nacional não sofre ameaças, o que faz com que o debate sobre defesa não tenha apelo na sociedade. "Somos o único grande país não beligerante. Este é o lado ruim de uma coisa boa. Nos falta o sentimento de um projeto nacional".

(com Agência Brasil)

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