Argentina registra primeiro caso de 'ameba devoradora de cérebro'

Parasita vive em lagos e rios e causa infecção gravíssima no cérebro

por João Paulo Martins 20/02/2018 16:30

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Centers for Disease Control and Prevention/Reprodução
A ameba Naegleria fowleri vive em lagos e rios de água doce e pode infectar o cérebro dos humanos, causando a Meningoencefalite Amebiana Primária (foto: Centers for Disease Control and Prevention/Reprodução)
Argentina registra primeiro caso de Meningoencefalite Amebiana Primária, doença causada pela ameba de vida livre Naegleria fowleri, que é conhecida como "devoradora de cérebros". A vítima desse parasita foi um garoto de 8 anos, segundo matéria publicada pelo jornal argentino Clarín. O menino teria contraído a doença em 2017, quando entrou num lago que fica na região de Junín, a 320 km de Buenos Aires. Mas, só agora o caso foi trazido a público.

A Meningoencefalite Amebiana Primária, causada pela Naegleria fowleri, pode apresentar sintomas como dor de cabeça, febre, náusea e vômitos. A doença progride rapidamente, e outros sinais comuns são rigidez no pescoço, confusão, perda de equilíbrio, convulsões e alucinações. Além disso, a infecção destrói o tecido cerebral e pode causar edema, que são reações típicas da meningite, que é a inflamação das membranas que protegem o cérebro. Infelizmente a criança não resistiu à doença, que é muito perigosa, e faleceu em até sete dias após o contágio, conforme o jornal argentino.

Apesar de ser uma novidade para muitos países sulamericanos, nos Estados Unidos, entre 1962 e 2012 foram registrados 128 casos dessa parasitose e apenas um paciente – uma garota de 12 anos – conseguiu sobreviver.

A ameba Naegleria fowleri normalmente é encontrada em regiões de água doce, como lagos, rios e nascentes. O parasita nada livremente e, em geral, entra no corpo do hospedeiro pelo nariz, quando a pessoa está nadando ou mergulhando. Em seguida, o animal pode alcançar o cérebro e causar a meningoencefalite.

Segundo Sixto Raúl Costamagna, ex-presidente da Associação Parasitológica da Argentina, em entrevista para o Clarín, a ameba pode ter chegado ao país portenha em decorrência das alterações climáticas globais. "Pequenas variações de temperatura produzem modificações nos ciclos dos parasitas", comenta o especialista.

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