Buriti, urucum e cenoura podem ajudar a tratar espinha

Estudo da USP demonstrou a eficácia do óleo desses vegetais no tratamento da acne

por Encontro Digital 07/02/2018 15:40

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(foto: Pixabay)
Um produto à base dos óleos de buriti, urucum e cenoura demonstrou potencial para atuar no tratamento da acne em seu estágio inicial, que é a manifestação mais leve da doença. A formulação inovadora foi testada nos laboratórios da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, como parte da pesquisa da farmacêutica Elizabeth Ramos Romero.

No trabalho, a cientista testou, in vitro, dois tipos de emulsões diretamente nos microrganismos responsáveis pela infecção: o staphyloccocus epidermidis e o propinonibacterium acnes. O produto foi comparado aos que são vendidos no Brasil e na Colômbia e que são indicados para o tratamento da acne. "Uma das emulsões continha apenas os óleos de buriti, urucum e de cenoura, enquanto a outra formulação foi feita com os óleos e ácido salicílico, medicamento já utilizado no combate à acne", descreve Elizabeth Romero.

O resultado mostra que a formulação dos óleos puros e a acrescida do ácido realmente tiveram efeito bacteriostático, ou seja, foram capazes de frear a proliferação do staphyloccocus epidermidis, que é o microrganismo mais associado à formação da acne. "Ainda são necessários novos estudos para combater o propinonibacterium acnes", comenta a pesquisadora.

Elizabeth ressalta que o sucesso da emulsão se deu com a doença em seu grau 1. "A acne em seu estágio inicial tem como principais sintomas os comedões, mais conhecidos como cravos, mas sem lesões inflamatórias", diz. Em seu grau 2, a doença tem como sintomas, além dos comedões, pápulas e pústulas, as elevações causadas na pele por reações inflamatórias que podem conter pus. "No caso do grau 3, além dos comedões e espinhas, pode-se observar lesões císticas já maiores", observa a farmacêutica.

Ainda de acordo com ela, a literatura médica ainda não encotnrou uma relação entre a espinha e o tipo de alimentação consumida. "O que sabemos é que se trata de uma doença ligada às mudanças hormonais, em que as glândulas sebáceas depositam mais gordura na pele", afirma Elizabeth Roemro, ressaltando que, em sua pesquisa, somente os efeitos da acne na pele foram considerados.

O trabalho atual foi embasado em estudos anteriores, principalmente indianos, em que foram constatados efeitos positivos de compostos antioxidantes e fenóis contra microrganismos. O estudo também contou com a colaboração de cientistas da Universidade de Antioquia, em Medellín, na Colômbia, onde os óleos foram caracterizados para determinar suas capacidades antioxidantes. "Os óleos apresentaram, justamente, como principais componentes, antioxidantes e fenóis em suas composições", conta a pesquisadora.

(com Jornal da USP)

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