Caminhão destroi parte das linhas de Nazca, no Peru

O caminhoneiro foi preso após estragar o enigmático geóglifo, que é Patrimônio Mundial da Humanidade

por Encontro Digital 01/02/2018 11:20

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G1.globo.com/Reprodução e Wikimedia/Reprodução
Um caminhoneiro que tentava fugir da fiscalização rodoviária, no Peru, acabou estragando parte das enigmáticas linhas de Nazca, datadas de antes da vinda dos europeus ao continente americano (foto: G1.globo.com/Reprodução e Wikimedia/Reprodução)
Muitos internautas estão indignados com uma notícia que vem do Peru e que ganhou as manchetes dos principais portais de notícias. Um caminhão invadiu o território protegido que engloba as famosas linhas (geóglifos) de Nazca, nos Pampas de Jumana, no Peru, situadas no planalto que leva o mesmo nome, e as danificou. A informação foi divulgada pelo Ministério da Cultura peruano.

Em 1994, as linhas de Nazca foram reconhecidas pela Unesco, órgão da ONU para a educação e cultura, como Patrimônio Mundial da Humanidade. Elas consistem em geóglifos (escritas na pedra) que formam vários desenhos e que cobrem uma área enorme do planalto peruano. Segundo especialistas, apesar de não se saber o significado destas representações, elas são datadas da era pré-colombiana, entre 400 e 650 d.C.

O incidente com o caminhão foi registrado no dia 27 de janeiro. O motorista, identificado como Jainer Jesús Flores Vigo, que estaria tentando fugir da fiscalização nas estradas, foi detido e está respondendo à queixa de dano contra herança cultural da humanidade. Os pneus do veículo deixaram vestígios profundos em uma área que vai de 50 a 100 m, o que danificou parcialmente os antigos desenhos.

Em 2014, outro evento relacionado às linhas de Nazca chamaram a atenção. As autoridades do Peru abriram uma investigação contra a organização de proteção ambiental Greenpeace por supostos danos causados ao local. Os ativistas colocaram um cartaz gigante, ocupando 1,6 mil m², para criticar os efeitos causados pelo aquecimento global, na época em que seria realziada a conferência do clima da ONU em Lima, capital do país.

(com Agência Sputnik)

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