Dados mostram que, com exceção da região sul, chuva ficou abaixo da média para janeiro, no Brasil

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico divulga informação nada otimista sobre as chuvas e a capacidade dos reservatórios

por Encontro Digital 07/02/2018 17:35

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(foto: Pixabay)
Segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o mês de janeiro de 2018, com exceção da região sul do Brasil, registrou índice de chuvas abaixo da quantidade esperada. O comitê esclarece que, apesar do resultado do primeiro mês do ano, o risco de "qualquer déficit de energia em 2018 é de 0,3% para os subsistemas sudeste/centro-oeste e de 0,1% para o nordeste".

Já em relação a fevereiro, o comitê espera a ocorrência de chuvas mais abundantes nas bacias dos rios São Francisco, Tocantins e Xingu, onde as precipitações podem ultrapassar ligeiramente os valores históricos. Já nas bacias do subsistema sul e na bacia do rio Paranapanema, em São Paulo, deve chover abaixo da média histórica neste mês. A previsão é de chuvas na média histórica nas bacias dos rios Grande e Paranaíba, em Minas Gerais, e no Madeira, no Amazonas.

Para a segunda semana do mês, o cenário mais provável de previsão é de chuvas inferiores à média principalmente nas bacias dos rios São Francisco e Tocantins. Nas demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), a chuva acumulada deve ficar dentro dos valores médios históricos do período.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, dia 7 de fevereiro, o CMSE, que é responsável por monitorar as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do país, informa que a previsão climática para o trimestre de fevereiro a abril de 2018 aponta maior probabilidade de "chover abaixo da média histórica no setor norte da região nordeste e alta probabilidade de chover acima do normal na maior parte da região norte. Na região sul, as precipitações deverão oscilar em torno do normal".

Ainda de acordo com o CMSE, no período de janeiro a dezembro de 2017, a Energia Natural Afluente das bacias dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco e Tocantins, que juntos concentram cerca de 80% da capacidade de armazenamento do Sistema Interligado Nacional, tiveram resultados entre os piores da série histórica. Ou seja, o volume de energia que pode ser produzido de acordo com o regime de chuvas em determinado local ficou abaixo do esperado. Quanto maior o indicador, maior a quantidade de energia possível de ser produzida.

Em relação à expectativa de armazenamento dos reservatórios, a previsão do CMSE é que ao final do mês de fevereiro, a capacidade dos subsistemas esteja em 39,9% no sudeste/centro-oeste; 78,8% no sul; 23,7% no nordeste e 49,1% no norte. "Ao final do mês de janeiro de 2018 foi de 31,3%, 81,9%, 17,8% e 32,3% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas sudeste/centro-oeste, sul, nordeste e norte, respectivamente", informa o comitê.

Rio São Francisco

O CMSE também informou que a política de redução na vazão nos reservatórios das usinas de Xingó e Sobradinho, no rio São Francisco, vai permanecer com vistas à preservação dos estoques. Em quase 90 anos de medição oficial, a armazenagem dos reservatórios chegou a ficar abaixo dos 7% no ano passado, na maior seca da bacia hidrográfica do São Francisco já registrada.

Segundo o comitê, a redução na vazão vai possibilitar manter todas as usinas hidrelétricas acima de seus armazenamentos mínimos operacionais até o fim do período úmido, em abril de 2018. "A expectativa de armazenamento ao final do mês de fevereiro de 2018 é de 38,9% na usina hidrelétrica de Três Marias e de 16,7% na usina de Sobradinho, tendo em vista a equalização deste último com o reservatório da Usina Itaparica, que tem previsão de ser elevado de 10,7% para 16,3% durante o mês corrente.”, informa o CMSE.

(com Agência Brasil)

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