Clínica gaúcha aplica vacina falsa contra febre amarela

Autoridades do Rio Grande do Sul estão investigando o uso de imunizantes não registrados em Novo Hamburgo

por João Paulo Martins 15/02/2018 16:48

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Flickr/André Luiz D. Takahashi/Creative Commons/Reprodução
(foto: Flickr/André Luiz D. Takahashi/Creative Commons/Reprodução)
Se não bastasse o surto de febre amarela em várias cidades do país, especialmente em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, uma clínica particular no Rio Grande do Sul foi flagrada injetando vacinas falsas em clientes.

Segundo matéria da rádio Gaúcha, do grupo Zero Hora, a clínica Vacix, localizada na cidade de Novo Hamburgo (RS), no Vale do Rio dos Sinos, está sendo investigada pela secretaria de saúde do Rio Grande do Sul por não conseguir provar a origem das vacinas que vem aplicando na população. "A clínica tem alvará de funcionamento, mas não conseguiu explicar como conseguiu as doses. Não há registros ou nota fiscal. É inacreditável a quantidade de irregularidades. Se depender da secretaria da saúde, ela não abre nunca mais", comenta João Gabbardo dos Reis, secretário de estado de Saúde, em entrevista para a Gaúcha.

Conforme o secretário, durante o Carnaval, as clínicas gaúchas não tinham estoque da vacina contra a febre amarela, já que os imunizantes se concentraram na região sudeste do país. Portanto, as autoridades do estado não tinham conhecimento de nenhum estabelecimento com capacidade para imunizar, ainda mais na rede particular. "O que nos preocupada é essas pessoas [vacinadas na clínica] acharem que estão imunizadas e não estarem. Iremos investigar quem foi vacinado. Imagina uma pessoa que foi para uma zona de risco achando que estava seguro e ficou exposta", afirma João dos Reis.

A recomendação da secretaria é que as pessoas que tenham recebido vacinas na Vacix, incluindo contra meningite, procurem a Polícia Civil e as autoridades de saúde para saber como proceder. A orientação é que os pacientes verifiquem as ampolas para saber a validade, o lote e a origem das doses – no Brasil existem duas vacinas contra febre amarela, uma produzida pela Fiocruz e outra pela farmacêutica Sanofi Pasteur. Se possível, é recomendado também avaliar a caixa original do imunizante.

De acordo com a rádio Gaúcha, o advogado da clínica, Luiz Gustavo Puperi, nega que tenham sido cometidas irregularidades no local.

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