Cresce prática de 'sexting' entre crianças e adolescentes

Estudo comprova que a tecnologia facilitou a troca de conteúdo sexual entre os jovens

por Encontro Digital 27/02/2018 15:42

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(foto: Pixabay)
Segundo um estudo publicado na segunda, dia 26 de fevereiro, no periódico científico JAMA Pediatrics, a prática da troca de mensagens de cunho sexual, especialmente de fotos explícitas, entre crianças e adolescentes vem crescendo nos últimos 10 anos. De acordo com o artigo, um em cada quatro jovens disse ter recebido mensagens de caráter sexual e um em cada sete revelou ter enviado conteúdo explícito – essa prática é conhecida pelo termo inglês sexting (mistura de sex, que significa sexo, e texting, que é digitar).

O estudo que chama a atenção dos pais foi divulgado pela rede americana de televisão CNN. Os pesquisadores analisaram 39 estudos realizados entre janeiro de 1990 e junho de 2016, com um total de 110.380 participantes, todos com menos de 18 anos – incluindo várias crianças.

Os cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram que a partir de 2008 houve um aumento significativo na prática do "sexting". Esta onda crescente, na opinião dos especialistas, se deve ao acesso cada vez mais fácil dos jovens aos aparelhos celulares e smartphones.

No artigo publicado na segunda, os autores sugerem que "informações específicas sobre o sexo e suas possíveis consequências devem ser fornecidas de forma adequada pelo exercício da educação sexual nas escolas".

Psicologicamente falando, os pesquisadores esclarecem que a troca de mensagens de cunho sexuais entre os jovens é algo natural, que sempre ocorreu, mas que se tornou mais fácil com o maior acesso às novas tecnologias. "À medida que os adolescentes envelhecem, vemos esses números crescerem. Tal como acontece no comportamento sexual real", comenta Jeff Temple, professor de Psiquiatria da Universidade do Texas, e co-autor do estudo.

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