Especialista alerta para o uso indevido da técnica chamada de coaching

Cuidado para não confundir coach com terapeuta ou especialista em autoajuda

por Da redação com assessorias 06/02/2018 08:48

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(foto: Pixabay)
Atualmente, uma palavra de origem inglesa está sendo extremamente usada: coaching. Na tradução literal, ela significa treinamento, mas vem sendo associada ao emagrecimento e a qualquer outro objetivo como, por exemplo, desenvolver a competência de liderança, em quem não tem minimamente o perfil para tal. A figura do coach (técnico) aparece quase como um "mágico". Mas, como saber se realmente o profissional está preparado para desenvolver as habilidades das pessoas?

Para a executive coach e professora Anna Cherubina Scofano, da Fundação Getulio Vargas (FGV), alguns "coaches" sem a devida formação e um quantitativo mínimo de clientes e horas de atendimentos, simplesmente se aproveitam de uma onda de modismo do termo coaching, de forma ignorante e, por vezes, até irresponsável. Segundo ela, isto representa um risco para os desavisados na contratação deste tipo de serviço. "Alguns, ditos 'coaches', se utilizam de conhecimentos terapêuticos, outros do marketing pessoal, de retórica, holística e, principalmente, das fragilidades e necessidades humanas. No mercado, qualquer pessoa pode se dizer e se diz coach", alerta a professora da FGV.

Anna Scofano esclarece, no entanto, que o coaching é um processo voltado, especificamente, ao desenvolvimento de competências. Que não se trata de uma ferramenta voltada para aconselhamentos, tampouco ligada à autoajuda. Muitas pessoas confundem, chegando a chamar o coaching até de consultoria, quando, na verdade, ele é direcionado a processos organizacionais ou de negócios. "Ambos são completamente distintos em sua aplicação, objetivos, meios e fins", completa a especialista.

A professora ressalta que um coach despreparado pode prejudicar pessoas, ludibriando-as, ou mesmo, prometendo aquilo que não está apto a entregar. De acordo com ela, atendendo como "coaches", esses profissionais lesam seus clientes, que, ao invés desse serviço, normalmente precisam de outro tipo de apoio, seja de um psicólogo, de um psiquiatra, de um mentor, enfim, de alguém que não esteja contido no processo do coaching.

"O fato de mantê-los como clientes, em detrimento de orientá-los na busca de outro tipo de serviço profissional, pode representar algum tipo de prejuízo considerável ao indivíduo. As principais credenciais de um coach são suas referências de outros clientes e as experiências com uma quantidade mínima de horas ou atendimentos realizados. Quem atua na área deve ter a formação como coach, em uma escola de coaching, credenciada pela Federação Internacionald e Coaching", explica Anna Scofano.

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