Escola do Japão decide usar uniforme da grife Armani e vira notícia na internet

A instituição de ensino fica num distrito chique de Tóquio, perto da loja da marca italiana

por João Paulo Martins 09/02/2018 11:40

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Japan Pricey Uniform/Reprodução
O que acha de uma escola de ensino básico optar por uniformes assinados pela grife italiana Armani, que custam mais de R$ 2,4 mil? (foto: Japan Pricey Uniform/Reprodução)
Normalmente, as crianças usam uniformes escolares para facilitar a identificação dos estudantes e a organização dentro das instituições. Mas, em países do oriente, especialmente no Japão, a vestimenta usada nas escolas vai além e acaba se tornando um verdadeiro símbolo da seriedade com que eles tratam a formação dos pequenos. Os uniformes japoneses costumam ser sempre sóbrios e formais. Agora, uma instituição de ensino básico do distrito de Ginza, em Tóquio, está causando polêmica porque escolheu a grife italiana Giorgio Armani para desenhar as vestimentas dos alunos.

Segundo informação divulgada pela agência alemã de notícias Reuters, os pais dos estudantes japoneses terão de gastar cerca de 80 mil ienes por cada uniforme, o que dá, em média, R$ 2,4 mil para que os filhos possam ir para a aula de forma "adequada".

O distrito de Ginza é conhecido por suas inúmeras lojas de marcas de luxo, incluindo as grifes famosas, como Dior, Chanel e Armani. Ainda assim, conforme a agência de notícias, os pais foram surpreendidos pelo plano da escola de adotar uniformes desenhados pelo ateliê italiano.

A informação é que a escola de educação básica passará a exigir os novos uniformes quando começar o novo ano letivo de 2018 – ou seja, em abril. A Reuters revela que o valor da nova "vestimenta de alta costura" equivale a três vezes o preço dos atuais uniformes exigidos pela instituição de ensino.

Curiosamente, a sede japonesa do Empório Armani no distrito de Ginza fica a cerca de 200 m da escola. "Fiquei surpresa e me perguntei porque teriam escolhido uniformes de uma marca de luxo para uma escola básica", revela uma mãe de aluno, que não quis ser identificada, à Reuters. "O que me preocupa é que as crianças podem ficar com a noção errada de que o que é caro é bom e que algo mais barato é ruim", completa a japonesa, cujo filho está na turma que retorna às aulas em abril.

O diretor da escola, Toshitsugu Wada, chegou a enviar uma carta para os os pais dos alunos no mês de novembro do ano passado, defendendo que a instituição é um "marco" em Ginza e que sua decisão de adotar uniformes Armani tinha como objetivo criar um "ambiente aceitável" tendo em vista o "nível" da escola.

Após a polêmica, segundo a agência Reuters, o estabelecimento não quis se pronunciar oficialmente. Porém, o diretor divulgou uma nota no site da escola, prometendo dar mais explicações sobre a escolha dos novos uniformes. "Com humildade, aceito as críticas de que a minha explicação foi insuficiente. Darei novas explicações, mais profundas, aos pais dos alunos, em breve", informa Wada.

(com HuffPost)

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