Estados Unidos enfrentam surto de gripe que passou pelo Brasil em 2017

Ao invés do famoso H1N1, outro tipo de influenza está afetando os americanos

por João Paulo Martins 08/02/2018 10:15

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(foto: Pixabay)
O que muitos brasileiros chamaram de "novo" vírus da gripe, no ano passado, que infectou muita gente e levou a uma corrida aos postos de saúde em busca de vacina, na verdade, é um patógeno bem conhecido dos especialistas e que vem causando milhares de casos nos Estados Unidos. Com o Inverno rigoroso na América do Norte, o H3N2, um dos tipos conhecidos do vírus influenza, que é tão comum quanto o famigerado H1N1, já matou mais de 27 pessoas na Califórnia (EUA) e registrou 60 mil doentes desde novembro do ano passado. Só na primeira semana de 2018, foram confirmados 11 mil novos casos de H3N2 entre os americanos.

Com exceção do Havaí, 49 dos 50 estados americanos estão enfrentando a doença de uma forma que não era vista há 13 anos, com registro de infectados acima da média. Crianças e idosos são os mais atingidos. De acordo com o Centro de Prevenções de Doenças dos Estados Unidos, esse é o surto mais amplo da história do país desde que autoridades de saúde pública começaram a monitorar os casos.

"A gripe está em toda parte dos Estados Unidos, agora. Esse é o primeiro ano [2017] em que tivemos todo o continente americano com a mesma cor no gráfico, o que significa que há uma atividade generalizada em toda região continental neste momento", afirma Dan Jernigan, diretor da divisão de influenza no Centro Nacional para Imunização e Doenças Respiratórias dos EUA, em entrevista à rede americana de TV Bloomberg.

No Brasil, Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), explica que tanto o H1N1 como o H3N2 são tipos de influenza que circulam constantemente no país. Segundo ela, as variações são igualmente graves. "Não tem mais grave e nem menos grave. Por isso que as vacinas são tri ou quadrivalentes procurando proteger de três ou quatro tipos de influenza que circulam entre nós", comenta a especialista, em entrevista para a Agência Brasil.

De acordo com a SBI, em 2016 o H1N1 foi responsável por 90% dos casos de gripes registrados no Brasil, mas, em 2017, chegou a apenas 2%. A presidente da entidade explica que o H3N2 é um vírus que causou surtos no país em outros períodos e é o mais prevalente no Hemisfério Norte. "Ele não mudou, mas é o que está circulando mais. Não é porque ele seja novo", diz a presidente da SBI. Ela completa, esclarecendo que, apesar da população popularmente buscar a vacina do H1N1, as doses sempre contêm os tipos H1N1, H3N2 e B.

(com Agência Brasil)

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