Governo faz fiscalização de pescados em 13 estados brasileiros

Intenção é encontrar produtos adulterados que coloquem em risco o consumidor

por Encontro Digital 20/02/2018 15:50

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(foto: Pixabay)
Nesta segunda, dia 20 de fevereiro, auditores fiscais agropecuários do governo federal realizaram a operação intitulada Semana Santa, para verificar se o conteúdo das embalagens de pescado nacional e importado, vendidas nos supermercados, é de fato o produto informado no rótulo, e não uma mercadoria inferior àquela paga pelos clientes.

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pela operação, amostras de peixe foram coletadas em 13 estados: Alagoas; Ceará; Distrito Federal; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraná; Pernambuco; Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte; Santa Catarina; São Paulo e Tocantins.

Segundo o auditor Paulo Araújo, a ação, que mobilizou 50 servidores, entre auditores fiscais agropecuários, agentes de inspeção sanitária e técnicos laboratoriais, visa a garantia de qualidade do alimento que o consumidor leva para casa. O auditor informa que, em 2015, 23% dos peixes vendidos estavam em desconformidade. O percentual foi reduzido no ano seguinte para 15%. No ano passado, 96% dos produtos nacionais analisados estavam dentro dos padrões esperados, e todas as unidades importadas eram verdadeiras.

Há muitas ocorrências de adulteração entre linguado, surubim e pescada amarela, que são vendidos pelos comerciantes a preços mais altos, ressalta Paulo Araújo. As espécies mais caras de sardinha, em muitos casos, também são trocadas por savelha e mesmo pela sardinha laje, que é mais barata. "Coletamos as embalagens de peixes pré-embalados. Basicamente, são peixes congelados. Já sabemos quais são as espécies mais usadas nas fraudes. Então, vamos direcionando essas análises", comenta o auditor.

Os peixes frescos, esclarece Araújo, são fiscalizados pelas secretarias estaduais de Saúde.

A cautela com o que é adquirido é de extrema relevância inclusive para evitar alergias alimentares, já que uma pessoa pode, por exemplo, ter reação ao peixe cação e não ter ao bacalhau, podendo ficar suscetível a mal-estar, caso não seja avisada dessa substituição. Paulo Araújo alerta que o consumidor precisa estar atento a alguns sinais na identificação dos produtos, como comprar somente produtos que tenham o Sistema de Inspeção Federal (SIF).

"Outro ponto que a gente orienta é verificar a questão dos preços. Uma promoção muito barata pode indicar que há alguma coisa errada com aquele produto, não só na questão da substituição da espécie, como o glazeamento, que é um congelamento que impede a oxidação ou desidratação, compensado, a adição de substâncias químicas que fazem o peixe inchar", afirma Araújo.

Outro indício de problema é quando se nota que o produto que não rende a porção esperada devido à perda excessiva de água durante o processo de descongelamento.

As amostras colhidas pelas equipes serão examinadas no Laboratório Nacional Agropecuário de Goiânia. O resultado das análises laboratoriais da operação Semana Santa deverá será divulgado publicamente no site do ministério, no dia 30 de março.

(com Agência Brasil)

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