Ministério da Saúde desmente possível transmissão urbana da febre amarela

Caso no interior de São Paulo gerou boatos sobre a circulação da doença nas cidades

por Encontro Digital 06/02/2018 11:15

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(foto: Pixabay)
Depois que um caso de febre amarela começou a ser investigado na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, surgiram muitos boatos acerca de possível transmissão da doença nas áreas urbanas – neste caso, pelo mosquito Aedes aegypti. A secretaria estadual de Saúde de São Paulo está analisando o histórico do paciente e está capturando mosquitos para identificar a forma de transmissão na região. Em nota enviada à imprensa nesta terça, dia 6 de fevereiro, o Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de febre amarela urbana no Brasil.

De acordo com o ministério, deve ser observado que o paciente mora na região urbana e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho seria precipitada. Vale dizer que São Bernardo do Campo é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de fracionamento da vacina contra febre amarela.

O Ministério da Saúde esclarece ainda que todos os casos da doença registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os insetos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso, o macaco.

"Temos segurança de que a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram a presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses [dengue, zika, chikungunya], que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela", informa a nota.

O texto diz também que há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas, a fim de adotar a vacinação oportunamente.

(com Agência Brasil)

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