Já ouviu falar nos 'surfistas' do Rio Doce?

Vídeo com homens 'surfando' as águas do famoso rio, em Governador Valadares (MG), faz sucesso no Facebook

por Marcelo Fraga 07/02/2018 16:40

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Facebook/avligv/Reprodução
Os internautas estão adorando o vídeo com os "surfistas" do Rio Doce, na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais (foto: Facebook/avligv/Reprodução)

Certamente você já deve ter ouvido falar dos brasileiros Gabriel Medina e Adriano de Souza (o Mineirinho), que foram campeões mundiais de surfe em 2014 e 2015, respectivamente, e que figuram, até hoje, entre os melhores atletas do mundo neste esporte. Quem talvez você não conheça é o mineiro Paulo Guido. Ele domina as ondas, mas não como as da famosa praia de Pipeline, no Havaí, considerada o "templo do surfe". As águas nas quais Guido usa sua prancha de surfe são as do Rio Doce, na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais.

O surfista do interior de Minas é administrador de empresas e, aos 46 anos, está fazendo sucesso na internet após a publicação de um vídeo no Facebook. Nas imagens, divulgadas na página da Associação de Voo Livre Ibituruna (AVLI), Paulo Guido, juntamente com dois amigos, mostra sua habilidade com a prancha "surfando" as ondas do rio, que é um dos mais conhecidos do estado e que corta a cidade localizada a pouco mais de 300 km de Belo Horizonte.

A postagem da AVLI, feita no domingo, dia 4 de fevereiro, já alcançou mais de 70 mil visualizações. Ao jornal O Tempo, Paulo Guido explicou como são formadas as ondas no Rio Doce: "A água bate nas pedras do fundo do rio e, dependendo do formato delas e do volume do rio, são formadas as ondas".

O trecho onde é possível "surfar", está localizado dentro do parque natural municipal de Governador Valadares, próximo ao bairro Ilha dos Araújos. Segundo Paulo Guido, outras pessoas também surfam na região e nunca foi registrado um afogamento sequer entre os surfistas.

Ainda assim, o administrador de empresas, que já pratica o esporte nessa região mineira desde 1989, não recomenda a prática para quem não tenha experiência. "Não recomendo e não faço questão de incentivar, até para não acontecer nenhum acidente. Agora, quem sabe surfar mesmo é bem vindo, vamos levar, instruir, ensinar", comenta Guido ao jornal.

Além dos riscos de se "surfar" nas águas caudalosas do Rio Doce, vale lembrar que ele ainda não foi totalmente recuperado da tragédia de Mariana, ocorrida em 2015. O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, acabou espalhando toneladas de material tóxico por todo o caminho do rio, até sua foz, no oceano Atlântico.

Assista, abaixo, ao vídeo dos "surfistas" do Rio Doce:

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