Será que o pirulito Energy faz mal para as crianças?

Boato diz que o produto contém energético e que estaria afetando os pequenos

por João Paulo Martins 27/02/2018 16:42

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Facebook/Reprodução
Mensagem que está circulando no Facebook e no WhatsApp diz que o pirulito Blong Energy, da Peccin, teria energético na fórmula e estaria fazendo afetando a saúde das crianças (foto: Facebook/Reprodução)
As redes sociais estão se tornando "terreno" fértil para a divulgação de boatos, especialmente o aplicativo de mensagens WhatsApp e o Facebook. Desta vez, o suposto alerta, que vem sendo compartilhado por pais e mães no final de fevereiro deste ano, dá conta de que uma suposta médica estaria pedindo que as crianças não consumissem o pirulito intitulado Blong Energy, que é recheado de chiclete e produzido pela Peccin.

A mensagem de WhatsApp diz que o produto teria energético entre seus ingredientes e que, por conta disso, estaria causando falta de ar, vômitos, queda da pressão, aumento da frequência cardíaca e tosse incessante nas crianças. Mas, será que a "informação" procede?

Primeiramente, devido à repercussão que o boato vem ganhando no Brasil, a Peccin acabou sendo "obrigada" a publicar em seu site oficial uma mensagem esclarecendo o boato sobre o pirulito Energy. "Os pirulitos e chicles [chicletes] Blong Energy não possuem nenhum ingrediente energético, estimulante ou alcoólico em sua composição, podendo ser consumido por pessoas de todas as idades. O sabor é caracterizado pela combinação de aromas artificiais de framboesa com abacaxi, como pode ser conferido na lista de ingredientes. A soma desses aromas remete exatamente à lembrança do sabor dos energéticos, o que foi caracterizado pela marca 'Energy'", publica a empresa.

Além disso, como informa o site E-farsas, especializado em desbancar mentiras que circulam na internet, a mensagem que vem sendo compartilhada nas redes sociais possui todos os "componentes" típicos de um conteúdo falso: não é datada; pede para ser repassada; não dá nenhum dado que possa ser verificado; é muito vago; carece de fontes; e trata de um assunto que atrai muitos cliques. "Para começo de conversa, não se sabe nem o nome da médica que teria dado do aviso a respeito do 'perigo' desse pirulito. Quem espalha essa história afirma que 'uma amiga médica' teria alertado, mas ninguém diz o nome dela. Além disso, não se sabe o nome do hospital e nem quando as crianças teriam dado entrada nesse hospital. Não encontramos em nenhum site de notícias nada a respeito. Uma notícia desse tipo, com certeza, seria um prato cheio para os jornais", diz a análsie feita pelo E-Farsas.

Portanto, como era de se esperar de um produto alimentício que passa pelas regras impostas pelas agências reguladoras brasileiras, os produtos Blong Energy são destinados ao público infantil e foram feitos para simular o sabor dos energéticos, sem conter ingredientes que não poderiam ser comercializados como um doce comum (açúcar, corante e aroma artificiais).

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