Cientistas alertam que há indícios de que os polos magnéticos da Terra devem se inverter

Apesar da notícia alarmante, não existe data para a possível inversão do magnetismo do planeta

por João Paulo Martins 02/02/2018 10:59

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A aurora boreal é um fenômeno que ajuda a entender a existência e a importância dos polos magnéticos da Terra, que, em breve, devem trocar de posição (foto: Pixabay)
Os geofísicos Phil Livermore e Jon Mound, professores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, acabam de fazer um alerta para a humanidade: o campo magnético da Terra deve se inverter, embora não seja por agora, mas não estaremos preparados, e a vida como a conhecemos deverá mudar para sempre.

Apesar da mensagem "apocalíptica", a próxima inversão dos polos magnéticos não tem data marcada. Na história do nosso planeta, que tem 4,54 bilhões de anos, já ocorreram centenas de inversões magnéticas, nas quais os polos norte e sul trocaram de lugar. Nos últimos 20 milhões de anos, os polos magnéticos da Terra inverteram-se a cada 200 ou 300 mil anos.

A última inversão total, chamada de inversão de Brunhes-Matuyama, ocorreu há cerca de 780 mil anos atrás. E a última inversão temporária, conhecida como evento de Laschamp, se deu há cerca de 41 mil anos, e durou menos de mil anos – sendo que a mudança real da polaridade durou cerca de 250 anos.

Embora as inversões de polaridade não sejam incomuns, a próxima mudança deverá trazer sérias complicações para a humanidade. Para tentar determinar se a inversão está iminente ou não, os cientistas britânicos observaram imagens de satélite e fizeram cálculos complexos para estudar o deslocamento do campo magnético. A informação foi divulgada pelo site Futurism, especializado em conteúdo científico.

Nessa investigação, os pesquisadores descobriram que o ferro e o níquel em estado líquido no centro da Terra estão drenando a energia da borda do núcleo terrestre, local em que é gerado o campo magnético do planeta. Além disso, os professores da Universidade de Leeds descobriram que o polo magnético norte está turbulento e se mostra bastante imprevisível.

Quando o magnetismo dos polos se torna muito forte, acaba ocorrendo a inversão. Embora não seja certo que os polos vão se inverter por agora, a atividade magnética mostra que a mudança não deve demorar para acontecer, o que afetará drasticamente nossas vidas.

Riscos

Como o magnetismo da Terra é nosso escudo natural de proteção contra a radiação do Sol, no momento em que os polos trocam de lugar, o efeito protetor pode diminuir até um décimo a sua capacidade original. Apesar de o processo ser demorado e levar até séculos, os raios solares acabariam atingindo a superfície do nosso planeta, causando a extinção das espécies.

Mas, antes da "catástrofe" acontecer, o simples enfraquecimento do campo magnético terrestre já causaria danos aos satélites que estão em órbita, devido à exposição aos raios solares. Os danos poderiam afetar também alguns sistemas eletrônicos como os que controlam o fornecimento de energia elétrica, o que levaria a apagões em vários países do mundo, conforme análise dos especialistas. Estes problemas poderiam durar décadas.

A tecnologia GPS, usada por militares, governos e pelas pessoas comuns – está presente nos smartphones e fornece a localização do aparelho –  seria ameaçada pelo processo de inversão dos polos magnéticos. Além de atrapalhar na hora de usar o mapa no trânsito, a ausência do sistema de geoposicionamento afetaria ainda a internet e as redes sociais, atrapalhando a troca de mensagens no Facebook e a visualização de publicações no "feed de notícia".

Veja, abaixo, um efeito causado pelo magnetismo terrestre, e que gera um espetáculo de luzes no céu, a conhecida aurora boreal:

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