Conheça a primeira passista transexual do Carnaval do Rio de Janeiro

Marcelly Morena é uma das passistas da Grande Rio

por Encontro Digital 09/02/2018 09:47

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Facebook/marcelly.morena/Reprodução
A dançarina Marcelly Morena é a primeira passista transexual do Carnaval do Rio de Janeiro. Ela vai desfilar na escola de samba Grande Rio (foto: Facebook/marcelly.morena/Reprodução)
Nascida na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de janeiro, a dançarina de funk Marcelly Morena está ganhando as manchetes nos meios de comunicação. Tudo porque a carioca de 32 anos se tornou a primeira passista transexual do Carnaval do Rio. Ela é a "princesa trans" da escola de samba Grande Rio, é a quinta agremiação a desfilar na Marquês de Sapucaí, no domingo, dia 11 de fevereiro.

"Aos nove anos já não me identificava com meu corpo e, aos 16, quando assumi minha situação, saí de casa para viver minha vida. É uma satisfação imensa estar sambando na cara do preconceito", comenta Marcelly à agência espanhola de notícias EFE. "Desfilar na Marquês de Sapucaí é um sonho de qualquer sambista porque é um verdadeiro espetáculo o que acontece lá dentro", completa a passista.

Ela brinca, dizendo que chegou no samba para quebrar "tabus". A integrante transexual da Grande Rio aproveita para denunciar que muitas escolas do Carnaval, no Brasil, não permitem que as passistas sejam mulheres transgênero.

Para a EFE, Marcelly Morena conta que se sente orgulhosa por ter conseguido vencer um "duro e longo caminho que teve de percorrer" . E acrescenta: "Hoje, está aqui como uma mulher que não depende de ninguém para nada".
Facebook/marcelly.morena/Reprodução
(foto: Facebook/marcelly.morena/Reprodução)
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Em relação à aceitação dos familiares, a passista revela que ficou um bom tempo sem ver a família, porque "seu pai não aceitava sua condição". Agora, depois desse "martírio", afirma que voltou a frequentar a casa da mãe, que até ajuda a escolhar suas roupas e a fazer sua maquiagem. "É muito lindo [...] passei por tudo isso, mas consegui vencer". Marcelly diz ainda que "entende todos os pais e mães que têm um filho gay, um filho transexual" e completa, comentando que, em sua opinião, "realmente é algo muito complicado".

A passista trans da Grande Rio se mostra também uma ferrenha ativista das causas LGBT. "Ainda existe bastante preconceito no Brasil, transfobia, homofobia... Eu sou uma militante, uma representante do coletivo e estou aqui para brigar e lutar por toda a minha classe LGBT", completa.
Facebook/marcelly.morena/Reprodução
(foto: Facebook/marcelly.morena/Reprodução)
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(com Agência EFE)

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