Será que própolis é um bom repelente natural contra mosquito?

Um boato que está circulando no WhatsApp diz que a substância ajuda a afastar os vetores de doenças

por Encontro Digital 01/02/2018 13:31

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Um boato que está circulando no WhatsApp diz que o consumo de própolis ajudaria a afastar, naturalmente, os mosquitos transmissores de doenças. Será verdade? (foto: Pixabay)
Depois dos supostos benefícios de se ingerir vitaminas do complexo B como forma de espantar mosquitos, em especial os causadores da malária e da febre amarela, agora, uma novo boato está circulando nas redes sociais, principalmente no WhatsApp, e traz o própolis como a nova "ferramenta natural" no combate a vetores de doenças.

A mensagem que vem circulando no aplicativo diz que, para quem não tem alergia ao própolis, bastariam de três a seis gotas do produto diluídas num copo de água ou suco, diariamente, para que, conforme o ingrediente passe a circular na corrente sanguínea, seu cheiro ajudaria a espantar os mosquitos.

Mas, claro que essa informação não condiz com a verdade. Segundo o infectologista Leonardo Weissmann, em entrevista para o blog Me Engana que Eu Posto, especializado em desmentir boatos da internet, o consumo de própolis traz benefícios para o organismo, especialmente para o sistema imunológico, mas não atua como "repelente". "É somente boato. Tomar própolis não repele o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela em seu ciclo urbano", esclarece o especialista.

O infectologista lembra ainda que o uso de produtos à base de citronela, eucalipto, arruda e outras ervas, como alecrim, também não possuem comprovação científica para atuarem como repelentes naturais contra mosquitos e pernilongos. "Outro mito também difundido é o de que tomar vitaminas do complexo B afastaria mosquitos. Não há comprovação", completa Leonardo Weissmann ao blog.

Além da vacinação, que é a principal forma de prevenção da febre amarela, o especialista explica que os únicos repelentes recomendados para espantar esses perigosos insetos são os que contêm as seguintes substâncias na formulação: DEET (N,N-dietil-3-metilbenzamida), icaridina e IR3535 (Butilacetilaminopropionato de etila). "Crianças menores de 6 meses de idade não podem usar repelentes de aplicação direta na pele", alerta o infectologista.

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