Michel Temer diz que se intervenção no Rio falhar, o governo dele falhou

Presidente também negou uma possível candidatura sua à presidência

por Encontro Digital 23/02/2018 14:54

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Marcos Corrêa/PR/Divulgação
(foto: Marcos Corrêa/PR/Divulgação)
O presidente Michel Temer disse nesta sexta, dia 23 de fevereiro, que, se a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro não der certo, o governo também não terá dado certo. "Se não der certo, não deu certo o governo, porque o comandante supremo das Forças Armadas é o presidente da república. De modo que as Forças Armadas nada mais fizeram do que obedecer o comando do seu comandante supremo. Se não der certo, foi o governo que errou, não foram as Forças Armadas", revela Temer em entrevista à rádio Bandeirantes.

Na ocasião, o presidente disse que o governo federal chegou a cogitar uma intervenção total no Rio de Janeiro. Mas, segundo ele, seria uma medida considerada "muito radical" e, por isso, foi descartada.

Temer explicou que em uma intervenção total o governador pode ser afastado. Ele foi questionado pelo jornalista José Luiz Datena se isso foi cogitado. "Claro, foi cogitado num primeiro momento, mas, logo afastei a ideia por que seria uma coisa muito radical, e logo refutei. E refutando ficamos com a conclusão de que deveríamos intervir na área da segurança pública e no sistema penitenciário".

Michel Temer disse que ele e os ministros conversaram com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que concordou com a intervenção na área de segurança pública. O presidente destacou que não se trata de uma intervenção militar, mas sim civil. "É uma intervenção civil, administrativa, com a presença dos militares".

O peemedebista disse ainda ter "absoluta convicção" de que a intervenção "dará certo". "É um jogo de alto risco, mas é um jogo necessário". Ele negou também a informação que vem circulando no país, de que diz que a intervenção teria pretensões eleitorais. "É uma jogada de mestre, mas não é eleitoral", comenta.

Questionado se pretende ser candidato à reeleição no pleito de outubro, Temer negou. "Não. Tenho dito reiteradamente, em política, as circunstâncias é que ditam a conduta e as circunstâncias atuais ditam a minha conduta. Eu não sou candidato".

Reforma da Previdência

O presidente da república reforçou a necessidade da aprovação da reforma da Previdência para o equilíbrio das contas públicas e disse que o tema saiu da pauta legislativa, mas não da pauta política do país.

"Não haverá candidato à presidente da república, a governador, senador, deputado federal que não vai ser questionado sobre sua posição em relação à Previdência".

(com Agência Brasil)

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