Terçol é muito comum nos dias quentes

É preciso cuidado com a higiene ocular, para evitar a doença causada por uma bactéria

por Da redação com assessorias 16/02/2018 16:48

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(foto: Pixabay)
O tempo quente é responsável por uma série de doenças que se proliferam justamente pelas condições climáticas. Uma delas é a hordéolo, mais conhecida como terçol.

Segundo a oftalmologista Tatiana Nahas, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o terçol é uma infecção bacteriana aguda que atinge as pálpebras. "É uma condição muito comum. Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, vai ter um terçol. Além da bolinha vermelha nas pálpebras, o terçol causa dor, rubor e calor, sintomas típicos de uma infecção", esclarece a especialista.

A médica completa que essa "bolinha", na verdade, é um abscesso que pode conter uma secreção, resultado da infecção, que é causada, na maioria dos casos, pela bactéria Staphylococcus aureus. "Em geral, o tratamento é simples e envolve uso de antibiótico tópicos e compressas mornas. Muito raramente será preciso fazer uma drenagem do abscesso", comenta a oftalmologista.

Os dias quentes e úmidos são mais favoráveis à proliferação das bactérias, incluindo as inúmeras que vivem em nosso corpo. Por isso temos tantas doenças associadas a esse tipo de clima. "Nas pálpebras estão localizadas as glândulas zeis e de meibomio. A zeis secreta uma substância oleosa com propriedades antissépticas que ajuda a impedir o crescimento das bactérias. Já a glândula de meibônio produz outras substâncias essenciais para a defesa imunológica dos olhos contra bactérias. As altas temperaturas e a umidade podem fazer com que essas glândulas não funcionem adequadamente. Com isso, a defesa dos olhos cai, abrindo as portas para micro-organismos, como o Staphylococcus aureus.  E, assim, surge o terçol", explica Tatiana nahas.

Mas, além do calor, outros fatores oferecem risco para o surgimento desse problema, como pessoas que sofrem com blefarite, dermatite seborreica, rosácea, diabetes e com colesterol aumentado.

A médica lembra que o diagnóstico do terçol é clínico. Raramente é preciso fazer outros exames, a não ser quando há suspeita de que a infecção se espalhou, o que pode levar a um quadro de celulite ocular, condição que requer tratamento imediato. "O terçol, na maioria dos casos, se resolve sozinho e desaparece dentro de duas semanas. Pode ser preciso uso de antibiótico tópico e é recomendado fazer compressas com água morna", diz a oftalmologista.

Nos pacientes com blefarite, rosácea e outras doenças que aumentam o risco de desenvolver um terçol, a dica é realizar regularmente a higiene das pálpebras.

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