IBGE mostra que um milhão de contribuintes deixaram de pagar a Previdência em 2017

O dado serve de ferramenta para o governo reforçar a necessidade da reforma da Previdência

por Encontro Digital 02/02/2018 10:20

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INSS/Divulgação
(foto: INSS/Divulgação)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar um número que mostra a situação crítica vivida pela Previdência no Brasil. Segundo o instituto, mais de um milhão de brasileiros deixaram de contribuir com o INSS em 2017. O dado equivale à diferença entre pessoas ocupadas que contribuíram no ano passado (58,1 milhões) e em 2016 (59,2 milhões). As informações constam na pesquisa Pnad Contínua, que faz um panorama nacional do mercado de trabalho, e que é realizada anualmente pelo IBGE.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, os resultados são explicados, em parte, pelo aumento do trabalho informal no Brasil desde 2014, quando a recessão econômica teve início. O especialista afirma ainda que a diminuição na arrecadação da Previdência tem sido uma tendência nos últimos seis anos, período em que o setor perdeu 2,7 milhões de contribuintes.

"Nessa pesquisa, existe uma pergunta que foi feita para todo mundo que trabalha. Todas as formas de seção que não são com carteira de trabalho assinada, a gente vai perguntar se ela contribui com a Previdência. Isso me dá então uma queda de praticamente um milhão de pessoas contribuindo com o INSS", explica Azeredo ao citar a queda de emprego e a crise econômica como principais fatores da queda na arrecadação.

Nas últimas semanas, o governo tem se esforçado para discutir o tema abertamente. O próprio presidente Michel Temer tem sido o porta-voz oficial ao defender em programas de rádio e televisão a necessidade de mudança nas regras de aposentadoria. Nos bastidores, ministros e parlamentares governistas têm se reunido com frequência para contabilizar votos e traçar novas estratégias em busca da aprovação no Congresso Nacional.

Para o economista e cientista político Paulo Tafner, as aposentadorias futuras e a recuperação das contas públicas dependem da reforma da Previdência. "A reforma da Previdência é necessária porque o Brasil já gasta demais em previdência e assistência social. Nós gastamos aproximadamente 12% do PIB com aposentadoria e assistência social. Esse é um número muito alto quando comparado aos demais países do mundo, que são muito mais velhos que o Brasil e que gastam algo semelhante", comenta o especialista.

O prazo estabelecido pelo governo para que as regras previdenciárias sejam alteradas é fevereiro, logo após o Carnaval. Se não houver pelo menos 308 votos favoráveis, número mínimo para aprovação no Congresso, a expectativa é que o tema só volte a ser discutido após as eleições.

(com Agência Rádio Mais)

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