Unesco mostra que crianças usam a internet cada vez mais cedo

Além disso, o órgão da ONU alerta para os perigos inerentes à web

por Encontro Digital 06/02/2018 14:58

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(foto: Pixabay)
Aproveitando as comemorações do Dia da Internet Mais Segura (Safer Internet Day, em inglês), que é lembrado nesta terça, dia 6 de fevereiro, em dezenas de países em todo o mundo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) faz um alerta para o acesso desigual às novas tecnologias e para os inúmeros perigos do uso da rede mundial de computadores pelos menores de idade.

Em relatório lançado em Madri, na Espanha, o Unicef revela que o acesso de menores à internet está acontecendo cada vez mais cedo. Os que agora têm 15 e 16 anos começaram a usar a rede digital com 10 anos, e aqueles que, hoje, estão com 9 e 10 anos começaram com sete. Entre os espanhois, por exemplo, 95% das crianças com idades entre 10 e 15 anos utilizam regularmente a internet. Mas, ainda há 300 mil crianças e adolescentes que não têm acesso a computadores e 140 mil que nunca tiveram contato com a rede de computadores.

"No ambiente digital em que essas crianças nasceram, não ter acesso à tecnologia informatizada, é uma forma de exclusão que pode ter consequências para o seu desenvolvimento pessoal e trabalho futuro", afirma Maite Pacheco, diretora de Conscientização e Políticas Infantis, da Comissão Espanhola do Unicef.

Perigos

O órgão ligado á ONU lembra que os riscos a que as crianças estão expostas quando navegam nas redes sociais e na internet são diversos. O uso excessivo, cyberbullying (bullying por meio da web), sexting (divulgação de conteúdos eróticos em celulares), acesso a conteúdos não adequados para menores de idade, falta de privacidade e uso indevido de dados pessoais, são alguns dos malefícios existentes.

Entre as ameaças também está o assédio sexual, que afeta principalmente as meninas. O Unicef baseou-se num estudo realizado em 2016 com uma amostra de quatro mil crianças. A pesquisa mostrou que 42,6% das meninas disseram terem sido vítimas de algum tipo de violência ou assédio sexual online, em comparação com 35,9% dos meninos.

O relatório apresentou o depoimento de uma menina de 13 anos que diz que "muitas pessoas" lhe pediram fotos. "Foi o que me incomodou, porque me pediam fotos de partes do meu corpo e eu disse que não e não. Nunca os enviei, eu costumava enviar só do meu rosto, mas nunca enviei nada daqui para baixo", conta a criança citada no documento.

Ainda conforme o texto divulgado pela ONU, diariamente, mais de 175 mil crianças acessam a internet pela primeira vez no mundo, ou seja, um jovem entra na rede a cada meio segundo. E, apesar dos riscos, de um modo geral, a rede pode desempenhar um papel fundamental para que essas crianças consigam desenvolver seu potencial, melhorar a integração e até buscar referências e ajuda.

O acesso à informação por meio de aplicativos e plataformas especializadas é uma aletrnativa que pode ajudá-las na construção de relacionamentos sociais com outras crianças que têm as mesmas preocupações e dificuldades.

(com Agência Brasil)

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