Vale a pena visitar o Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte

O espaço cultural projetado por Oscar Niemeyer faz parte do Conjunto Moderno da Pampulha

por Encontro Digital 09/02/2018 10:10

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Flickr/PBH/Adão de Souza/Reprodução
Além de suas belezas arquitetônica e paisagística, o Museu de Arte da Pampulha possui um rico e fascinante acervo de obras de diferentes artistas (foto: Flickr/PBH/Adão de Souza/Reprodução)
Como parte do Conjunto Moderno da Pampulha, na região norte de Belo Horizonte, as formas retas, a "caixa de vidro" e as rampas que ligam o térreo ao salão principal são as marcas registradas do Museu de Arte da Pampulha (MAP), um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital mineira, e que vale a pena ser visitado.

Com a finalidade original de ser um cassino, o MAP foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer durante a gestão do então prefeito Juscelino Kubitschek. O conjunto é formado ainda pela Igreja de São Francisco (Igrejinha da Pampulha), Casa do Baile, Iate Tênis Clube e a Casa de Juscelino Kubitschek. Em julho de 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, que é emitido pela Unesco.

Depois da proibição dos jogos de azar no Brasil, em 1946, o prédio modernista no entorno da lagoa ficou desativado por aproximadamente 10 anos. Então, em 1957, o local tornou-se o Museu de Arte da Pampulha. Com exposições de arte que acontecem no Salão Nobre, no mezanino e no auditório, quem visita o MAP encontra várias opções para se divertir, e as escolhas vão desde exposições internas ao jardim, que fica na parte externa da estrutura.

O visitante ainda encontra no museu um clima de tranquilidade, em que, na maioria das vezes, só é interrompido pelo som dos passarinhos, mesclado ao barulho de alguns veículos que passam ao redor da Lagoa da Pampulha. Além disso, é possível curtir a calmaria no Café do Museu, já que o espaço possui mesas do lado externo com vista para o espelho d'água.

Os jardins que circundam o prédio foram criados pelo renomado paisagista Roberto Burle Marx. A característica principal do artista se baseia nas formas e cores, que se misturam com plantas da flora brasileira. Além disso, é possível encontrar estátuas de Amilcar de Castro, Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski, José Pedrosa e outros artistas no entorno do espaço cultural.

De acordo com o museólogo Victor Louvisi, são esperados para 2018 muitos projetos para o MAP. "Este ano, nós temos a questão do plano museológico, que é como se fosse um plano estratégico do museu. Vai ter também um seminário internacional sobre a Pampulha, que vai ser feito aqui, e a expectativa de que tenha o Bolsa Pampulha deste ano", relata lo especialista.
Flickr/PBH/Adão de Souza/Reprodução
(foto: Flickr/PBH/Adão de Souza/Reprodução)
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(foto: Flickr/PBH/Adão de Souza/Reprodução)

Mais que um museu

Além da programação habitual, que é voltada para as exposições, o MAP apresenta ainda alguns diferenciais. O museu oferece ao público uma biblioteca que é especializada em artes visuais. No local, é disponibilizado um acervo composto por livros, periódicos, catálogos de exposições de artes e outras mídias digitais.

O empréstimo feito no local é especial, ou seja, para que as pessoas possam levar as obras para casa é preciso entregar no MAP um requerimento do orientador para que ele seja, indiretamente, responsável. Mas, quem se interessar pelo acervo pode fazer consultas no próprio local.

Outro setor que compõe o museu é o Centro de Documentação do MAP, o Cedoc. De acordo com a bibliotecária Dalba Costa, a função do espaço é zelar pela guarda da memória institucional e disponibilização de todo material produzido pelo museu, no sentido documental. "Tudo que o museu produz, como exposições, fotografias, projetos do Bolsa Pampulha, tudo fica concentrado aqui", afirma.

(com portal da PBH)

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