Raiva é uma doença grave que pode ficar incubada por até 45 dias

Tire algumas dúvidas sobre esse problema comum nos mamíferos

por Da redação com assessorias 19/03/2018 11:49

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
A vacinação dos animais contra a raiva é a melhor forma de prevenir que essa grave doença atinja as pessoas (foto: Pixabay)
Apesar de ser uma doença antiga, a raiva, infecção grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), ainda gera muitas dúvidas, especialmente em relação à forma de transmissão, aos sintomas e à prevenção. O vírus causador do problema está presente na saliva de animais infectados, podendo ser transmitido para os humanos por meio da mordida ou até mesmo da lambedura, caso a pessoa esteja com a pele lesionada. O micro-organismo, após entrar no corpo, pode chegar até o cérebro humano, causando inchaço ou inflamação.

"O tempo entre a transmissão e o aparecimento da infecção pela raiva é de, em média, 45 dias. Os principais sintomas são febre, baba em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou força em uma área do corpo, espasmos musculares, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir e até mesmo convulsões", explica a infectologista Marianna Lago, do aplicativo Docway.

Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido, é importante manter a calma e obter o máximo de informações sobre o bicho. Isso pode ajudar no tratamento. A ferida deve ser limpa com sabão e água e a pessoa, encaminhada para um médico, para que sejam realizadas as medidas necessárias. "Se houver risco de raiva, o paciente receberá uma série de vacinas preventivas", comenta a médica.

Nesse caso, as vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva. "Ele é administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta", detalha Marianna Lago.

Mesmo não existindo um tratamento efetivo conhecido para a raiva, a vacina antirrábica ainda é a melhor maneira de se prevenir o contágio. "E mesmo nessa situação delicada, se possível, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observação e receber o tratamento adequado", aconselha a infectologista.

Os animais

Em relação aos bichos que podem transmitir a doença, a veterinária Jueli Berger, da EsalPet, de Curitiba (PR), explica que qualquer mamífero pode ser infectado pela raiva, mas, os principais transmissores são animais silvestres como morcegos, gambás e macacos. Os bichos domesticados, como cães, gatos, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e equídeos também podem ser vítimas do problema.

Segundo Jueli Berger, nos animais a doença pode ficar incubada por um período que varia de 15 dias a dois meses. A manifestação pode se dar de duas formas: a 'furiosa' e a muda. "A furiosa que é a mais comum apresenta três fases de sintomas", detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de três dias, o animal contaminado apresenta mudança de comportamento, esconde-se em locais escuros, não obedece e tem momentos de agitação. Já na segunda fase, o pet começa a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum inclusive a automutilação, além de apresentar salivação intensa e latido rouco devido à paralisia dos músculos de deglutição e das cordas vocais causados pela doença. Na fase final, o animal tem convulsões generalizadas, falta de coordenação motora e paralisia do tronco e membros que geralmente após 48 horas evolui para óbito.

Já na forma muda, o animal se torna melancólico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, não come, não late, não responde aos chamados do dono e, também, apresenta paralisia gradativa dos músculos. "A melhor maneira de prevenção é a imunização adequada. Animais domésticos devem receber uma dose anual da vacina, para que não corram riscos", completa a veterinária.

Últimas notícias

Comentários