Será que acidente nos Estados Unidos pode afetar mercado de veículos autônomos?

No domingo, dia 18, uma mulher foi atropelada por um carro autônomo do Uber

por Correio Braziliense 20/03/2018 16:04

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Uber/Volvo/Divulgação
Acidente fatal com veículo autônomo do Uber nos Estados Unidos pode afetar o mercado desse tipo de transporte sem motorista (foto: Uber/Volvo/Divulgação)
Em fevereiro, a empresa de consultoria Deloitte divulgou um estudo em que mostra que os consumidores nunca estiveram tão convictos quanto à segurança dos carros autônomos. De acordo com o levantamento, feito em 15 países, no período de um ano, a desconfiança nos carros que dispensam motoristas recuou de 54% para 25%. Na próxima edição do estudo, essa tendência provavelmente vai se inverter. Isso porque, no domingo, dia 18 de março, um carro autônomo do aplicativo Uber se envolveu em uma colisão que matou uma pessoa nos Estados Unidos. É o primeiro acidente fatal envolvendo pedestres e veículos desse tipo.

O acidente aconteceu na cidade de Tempe, no Arizona (EUA). O modelo envolvido no acidente estava em modo autônomo, mas havia um motorista dentro dele. Ele atropelou uma mulher de 49 anos que estava andando pela rua, ou seja, fora da calçada. De acordo com a polícia local, ela chegou a ser levada com vida para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Pouco tempo depois da tragédia, Dara Khosrowshani, CEO do Uber, lamentou a morte da pedestre. Em sua conta oficial no Twitter, Dara escreveu: "Notícias profundamente tristes do Arizona. Estamos pensando na família da vítima enquanto trabalhamos com autoridades locais para entender o que aconteceu".

De acordo com os policiais, as investigações do acidente devem levar pelo menos um mês, mas é "inquestionável que o carro, falhou". O que causa estranheza é o fato de que havia um motorista por trás do voltante, o que é obrigatório para todos os veículos autônomos que operam em vias públicas em caráter de teste, como os do Uber. Esse profissional fica posicionado para assumir a direção em caso de falha do sistema autônomo ou diante de eventuais perigos no trânsito. Mesmo assim, ele não foi capaz de evitar o atropelamento.

A tragédia no Arizona pode significar um duro golpe contra as pretensões do aplicativo Uber de liderar os testes com carros autônomos. Na segunda, dia 19 de março, a companhia anunciou a suspensão de todos os testes de sua frota nas cidades em que opera, incluindo Pittsburgh (EUA), Toronto (Canadá), San Francisco (EUA) e Phoenix (EUA).

Mais do que isso: é provável que a corrida pelos carros autônomos reduza a velocidade daqui por diante. De uns tempos para cá, analistas começaram a criticar a pressa de algumas empresas, inclusive montadoras tradicionais, em lançar veículos desse tipo. Por lidar com questões de segurança, carros autônomos só deveriam ir às ruas quando houver 100% de certeza de que eles não oferecerão riscos.

A Apple anunciou recentemente que, em 2018, aumentará de três para 27 sua frota de veículos autônomos, mas o número pode chegar a 50 até o final do ano. Sua principal rival na fabricação de celulares, a sul-coreana Samsung, já adquiriu várias startups de veículos sem motorista e criou um fundo de investimentos de US$ 300 milhões (cerca de R$ 984 milhões) para estimular iniciativas nesse mercado.

Até a Pizza Hut entrou no negócio ao fechar parceria com a montadora Toyota para lançar um veículo autônomo que permita que as pizzas entregues em domicílio sejam assadas durante o trajeto.

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