Entenda a adenomiose, problema grave que afeta as mulheres

A doença é parecida com a famosa endometriose

por Da redação com assessorias 02/03/2018 09:15

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Pixabay
A adenomiose é um problema que afeta as mulheres e que pode ser confundido com a endometriose, além de ser muito grave e poder causar infertilidade (foto: Pixabay)
Sintomas como útero aumentado, cólicas, dores pélvicas, sangramento excessivo e dor na relação sexual, podem indicar uma série de doenças ginecológicas, entre elas, a adenomiose. Ela ainda é pouco conhecida do público e, até alguns anos atrás, era diagnosticada apenas depois que o útero era retirado e enviado para exame laboratorial. Ou seja, a mulher precisava passar por uma histerectomia para se livrar dos sintomas e descobrir o que os causava.

Com o avanço dos exames por imagem, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, hoje, é possível realizar o diagnóstico da adenomiose sem a necessidade de retirar o útero. Isto é muito importante para mulheres que desejam engravidar. Aliás, a doença pode ocorrer justamente devido ao fenômeno da maternidade tardia. O problrma parece ser mais comum em mulheres entre 40 e 50 anos.

Segundo o ginecologista Edvaldo Cavalcante, a adenomiose se caracteriza pela invasão de células do endométrio no miométrio. "O endométrio é parte interna do útero, sendo extremamente vascularizado e repleto de glândulas que participam do ciclo menstrual. Já o miométrio é a camada muscular do útero, que participa das contrações uterinas no momento do parto", esclarece o especialista.

O médico lembra que na endometriose, doença que afeta muitas mulheres, as células do endométrio migram e podem ser encontradas em outros órgãos e estruturas, como ovários, tubas uterinas e intestinos, por exemplo. "Na adenomiose, as células do endométrio se implantam no próprio útero, no miométrio. Portanto, a adenomiose se define pela presença de glândulas endometriais e de estroma [tecido conjuntivo vascularizado] na camada muscular uterina", explica Edvaldo Cavalcante.

Umas das consequências da implantação de células endometriais no miométrio é o aumento do volume uterino, que pode ser sentido no exame ginecológico e observado em exames de imagem. Quanto aos sintomas, o especialista explica que é muito variável e depende da profundidade do miométrio atingido. "A adenomiose está associada à dismenorreia [cólica menstrual], hemorragia, dor pélvica crônica e dispareunia [dor na relação sexual]. O sintoma mais prevalente é a dor pélvica", comenta o ginecologista.

Ainda conforme o especialista, a adenomiose quase sempre está associada a outras doenças ginecológicas ou pélvicas. "A adenomiose está relacionada à produção do estrogênio, ou seja, é uma doença hormonodependente. Desta forma, frequentemente está associada a outras doenças que também são hormonodependentes, como miomas e a endometriose", diz Edvaldo Cavalcante

Um dos maiores desafios da doença é que ela pode levar à infertilidade. "Não há um consenso sobre a melhor forma de tratar os casos sintomáticos, principalmente nas mulheres que querem engravidar. Quanto às técnicas cirúrgicas, em mulheres que desejam ter filhos é possível fazer a adenomiomectomia, cujo principal objetivo é retirar as lesões de forma segura, mantendo a integridade da parede uterina. Mesmo sabendo do impacto adverso no útero e para os resultados da fertilidade. Naquelas que não desejam engravidar, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, a retirada do útero ainda é o tratamento com melhor resultado", afirma o médico.

Últimas notícias

Comentários